Foto ilustrativa: Getty Images

“Nos últimos meses tem-se agudizado um problema que se tem vindo a sentir já há algum tempo, com um atraso considerável na entrega da correspondência no concelho e que tem causado grandes transtornos às populações”, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira.

Segundo Sérgio Oliveira (PS), “os sucessivos atrasos na entrega do correio levam a que muitas vezes assuntos de alta responsabilidade, e com prazos para o cumprimento de obrigações e deveres, cheguem aos destinatários fora do prazo, originando situações muito complicadas para os destinatários da correspondência”.

ÁUDIO | SÉRGIO OLIVEIRA, PRESIDENTE CM CONSTÂNCIA:

O autarca, que escreveu um ofício à administração do CTT – Correios de Portugal “a exigir que sejam tomadas medidas para resolver o problema”, relatou situações relacionadas com “prazos que as pessoas têm para cumprir, seja obrigações fiscais, portagens ou consultas médicas”, entre outros.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara de Constância, a si próprio uma carta para o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) chegou duas semanas depois do prazo.

“Há pessoas que chegam a estar um mês sem receber correspondência e depois recebem 19 cartas no mesmo dia”, acrescentou Sérgio Oliveira, reiterando que, no ofício enviado à administração dos CTT, a Câmara Municipal “manifestou o seu profundo descontentamento” por esta situação, “exigindo que sejam tomadas medidas imediatas para solucionar os problemas que estão identificados há anos”.

“O que se pede aos responsáveis dos CTT é que efetivamente sejam tomadas medidas concretas para inverter esta situação para que o serviço volte a ter a qualidade que tinha e que perdeu nos últimos tempos”, salientou.

A agência Lusa questionou os CTT, mas até ao momento ainda não recebeu resposta aos esclarecimentos solicitados.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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