A manhã de sábado contou com muitos sorrisos e alegria nas instalações do Centro de Reabilitação e Integração de Fátima (CRIF). O motivo prendeu-se com o início da concretização de um sonho antigo: a bênção da primeira pedra do futuro Lar Residencial da instituição, um objetivo perseguido há cerca de 30 anos e que vai finalmente ver a luz do dia.
O Centro de Reabilitação e Integração de Fátima (CRIF), que apoia crianças e adultos com doença e deficiência mentais, vai construir um lar residencial num investimento de 1,5 milhões de euros. O presidente da direção do CRIF, padre António Pereira, explicou que o lar, a construir junto às suas instalações, na localidade de Moimento, concelho de Ourém, vai ter capacidade para 24 pessoas.
O dirigente disse que o CRIF conta com financiamento de cerca de 700 mil euros do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, tendo a presidente da direção da ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, anunciado no sábado uma verba angariada até ao momento de 665 mil euros para o CRIF, através da venda do terço oficial do Centenário das Aparições de Fátima.
A cerimónia iniciou com um espetáculo protagonizado por utentes do CRIF, instituição fundada em 1976 que tem como principal objetivo a integração das pessoas com deficiência nos diferentes domínios da vida. O presidente da direção, padre Pereira, não escondeu a sua alegria pela concretização deste sonho, referindo os vários apoios fundamentais para dar vida a este projeto ambicioso.
Após referência às entidades públicas e ao contributo da ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, sublinhou o trabalho desenvolvido por todos os colaboradores da instituição, assim como os vários amigos que regularmente a apoiam. O padre Pereira deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os utentes do CRIF, por serem a razão que diariamente motiva a instituição e que impulsiona o seu crescimento.




A presidente da ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, Purificação Reis, apresentou dados relacionados com o projeto “Terço do Centenário”, iniciativa ainda em curso, mas que já permitiu angariar cerca de 655 mil euros para o CRIF.
“O Terço do Centenário é um compromisso social”, explicou Purificação Reis, referindo que é um projeto solidário que diz muito à ACISO e que envolveu muitos dos seus associados.
Por fim, a presidente da ACISO manifestou a sua convicção de que “mais do que um edifício físico, vai-se construir esperança, inclusão e dignidade”.
O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, iniciou a sua intervenção com uma palavra para todos os utentes do CRIF, razão maior “que nos incentiva a desenvolver estes projetos”. Seguiu-se um agradecimento a todos os colaboradores da instituição e aos seus órgãos sociais e partilhou da alegria já manifestada pela “ambição muito antiga que só agora começa a ver a luz do dia”.
O autarca reiterou a importância desta obra para Fátima e para todo o concelho e sublinhou a importância de medidas como o “Terço do Centenário”, deixando o repto para a dinamização de novas iniciativas semelhantes.
Relativamente ao concelho de Ourém, lembrou o apoio concedido na ordem dos 155 mil euros, montante que tem sido disponibilizado para todos os projetos concelhios no mesmo âmbito. O autarca referiu ainda que Ourém tem neste momento oito projetos deste género em curso por todo o concelho e quatro prestes a iniciar, para além dos sete investimentos na área da infância, dos quais duas creches já inauguradas.

A cerimónia de bênção da primeira pedra do futuro Lar Residencial do CRIF contou também com a presença dos vereadores Isabel Costa e Humberto Antunes, do presidente da Junta de Freguesia de Fátima, Humberto Silva e do representante do Santuário de Fátima, Padre Miguel Sottomayor.
Segundo o seu sítio na Internet, o CRIF foi criado em 1976, “para dar resposta a crianças e jovens com deficiência, na comunidade e sem qualquer apoio no âmbito escolar”.
Ainda de acordo com a mesma fonte, tem as valências socioeducativa, formação profissional e centro de atividades ocupacionais.
O CRIF tem cerca de 130 utentes, entre crianças e adultos, dos concelhos de Ourém, Leiria, Batalha, Porto de Mós Alcanena.
A construção do lar residencial tem um prazo de execução de dois anos.
