Mulheres agarram Grupo Desportivo e dinamizam coletividade de Brunheirinho. Foto: mediotejo.net

Um grupo de mulheres da aldeia de Brunheirinho, Bemposta, decidiu arregaçar as mangas e liderar o Grupo Desportivo da localidade, onde não habitam hoje mais de 200 pessoas, a grande maioria de idade avançada. As tradicionais festas de verão decorrem até este domingo, e são elas quem orienta o serviço dando o exemplo. São as primeiras a chegar à festas e as últimas a sair.

No campo de futebol já não se comem uns couratos e umas bifanas, ao domingo à tarde, porque já não há homens suficientes para pôr a bola a girar.  Mas as mulheres da aldeia dinamizam muitas atividades lúdicas e culturais para uma população cada vez mais idosa e isolada, desde noites de fados a outras iniciativas para dinamizar social e culturalmente a aldeia e os seus habitantes e visitantes.

Depois de uma noite de sexta-feira em grande -“saímos daqui às 6:00 e às 9:00 já cá estávamos outra vez para começar com o peditório”, contam, e onde atuaram Marco Morgado e os One Vision, com um Tributo aos Queen, esta sábado e domingo a festa promete continuar a ser rija, com os jogos tradicionais e o arraiais populares com Miguel Azevedo e as suas Bailarinas e o peculiar projeto ‘Ti Maria da Peida’, entre outros. Bebidas frescas “há muitas e não acabam”, e na cozinha era um homem que chefiava, secundado pelas mulheres do Brunheirinho. Os frangos assados, a feijoada, as morcelas, o pica-pau e os pipis são alguns dos petiscos a não perder, “à moda do Brunheirinho”.

A equipa do Grupo Desportivo do Brunheirinho é composta, entre outras, por Vera Fernandes, presidente da direção, 22 anos, Élia Lopes, vice-presidente, 39 anos, Catarina Amaral, tesoureira, 20 anos, e Olinda Paulo, 50 anos, que assegura o trabalho de secretariado. “Venham todos às nossas festas”, convidam, naquele jeito tão simpático e acolhedor que quem quer mostrar o que de melhor tem a sua aldeia e as suas gentes. Fica o convite para um ‘à descoberta´de uma aldeia cheia de gente boa.

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply