Associação de Solidariedade Social Pró-Cultura Professor Silva Leitão, em Bemposta. Créditos: Associação Professor Silva Leitão

A Associação de Solidariedade Social Pró-Cultura Professor Silva Leitão, em Bemposta (Abrantes), reuniu em Assembleia Geral no sábado, 28 de janeiro, com um único ponto na Ordem de Trabalhos: a eleição dos órgãos sociais para o quadriénio 2023/2026. A eleição, no entanto, não ocorreu, por falta de apresentação de listas interessadas na gestão da instituição, pelo que, em breve, será convocada nova Assembleia Geral.

Segundo Joaquim Varela, presidente da Mesa da Assembleia Geral, sem apresentação de qualquer lista para a composição dos órgãos sociais irá convocar “uma reunião intermédia para daqui a 15 dias”, no sentido de falar sobre a situação da Associação e dos problemas decorrentes da inexistência de listas candidatas.

E, acrescentou, “dentro de três semanas” o presidente da Mesa da Assembleia Geral convocará novamente a Assembleia para eleições dos órgãos sociais para o quadriénio 2023/2026.

Perante o atual cenário, Joaquim Varela explicou que a direção “não está demissionária, portanto, continua em exercício” sendo que o presidente José Maria Gomes “pondera a hipótese da direção pedir demissão se na próxima sessão eleitoral não for apresentada uma lista”, avançou ao mediotejo.net.

O ato eleitoral neste mês de janeiro decorreu de um pedido da direção que “entendeu que as eleições deveriam ocorrer logo no início do ano” embora possam ser realizadas até dezembro de 2023. “As eleições não têm uma data específica. Os estatutos dizem que têm de ser realizadas no ano que termina o quadriénio”, ou seja 2023, explica Joaquim Varela.

Caso contrário a IPSS “será entregue à Segurança Social que, por certo, nomeará uma Comissão Administrativa”, acrescenta o presidente da Assembleia Geral que se mantém, no entanto, otimista quanto à criação de uma nova lista disposta a tomar as rédeas da Associação.

José Maria Gomes, de 75 anos, o atual presidente da direção, já havida garantido ao nosso jornal que não se recandidata. “A decisão é definitiva”, afirmou. “Mesmo que não surja qualquer lista” aos órgãos associativos, acrescentou.

Justifica a sua decisão com o facto de “estar há muitos anos à frente da Associação”. Na verdade está ligado à Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) há 20 anos, desde que iniciou atividade em 2003, sendo que vai no seu terceiro mandato como presidente.

A Associação de Solidariedade Social Pró-Cultura Professor Silva Leitão é uma pessoa coletiva, sem fins lucrativos que se rege pelo estatuto das IPSS’s, sendo por inerência uma associação de utilidade publica.

Fundada em julho de 1999, iniciou a sua atividade em 2003. Criada por vontade das filhas do professor Silva Leitão, as quais doaram o terreno (onde o pai abriu a primeira escola) e financiaram o projeto.

A Associação tem como objetivo, dar resposta às necessidades das pessoas idosas, em situação de risco ou de perda de independência por período temporário ou permanente, para que se mantenham no seu meio familiar e social, bem com a todos os indivíduos ou famílias que se encontrem em situação de carência ou disfunção familiar/social.

Desta forma, presta serviços em equipamento através das respostas sociais de Centro de Dia e serviços individualizados no domicilio dos utentes (Serviço de Apoio Domiciliário) e também apoio aos mais carenciados através da distribuição de alimentos.

Neste momento a Associação Professor Silva Leitão conta 265 sócios, 15 utentes permanentes em Centro de Dia e cerca de uma dezenas de trabalhadores, que também prestam assistência a utentes em domicilio. “Desde a pandemia que o número de utentes reduziu consideravelmente”, lamentou Joaquim Varela.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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