Fabíola Cardoso, Deputada do Bloco de Esquerda eleita por Santarém. Foto: DR

A Coordenadora Distrital de Santarém do Bloco de Esquerda (BE) manifestou a sua preocupação com o aumento do desemprego e do número de lares ilegais no distrito, posição tornada pública após uma reunião de trabalho com o Instituto da Segurança Social de Santarém (ISS) tendo em vista a avaliação da resposta social à situação da pandemia ao nível distrital.

Em comunicado, o BE dá conta que a recolha de informação “permitiu (…) avaliar como globalmente positiva a resposta às solicitações de apoios sociais por parte da população, tendo em conta o aumento exponencial dos pedidos por parte de famílias, empresas e entidades de solidariedade social”, tendo feito notar que, “não obstante, é preocupante o aumento do número de pessoas desempregadas até ao final de maio, valor que aumentou 57% em apenas dois meses”.

“Na sequência das notícias de casos de infeção por Covid-19 em dois lares ilegais (um em Abrantes, outro em Santarém) o Bloco de esquerda considera muito preocupante a existência de cerca de 200 em circunstâncias análogas, o que significa mais de 1.000 idosos/as que residem permanentemente em instalações inadequadas e com insuficiente apoio sócio sanitário em todo o distrito, mas com especial concentração em Benavente, Coruche e Salvaterra de Magos”, pode ler-se na mesma informação.

O Bloco de Esquerda de Santarém considera “urgente e indispensável o estabelecimento de políticas concertadas de intervenção na prestação de cuidados residenciais à população dependente que sobreponha os valores da dignidade humana aos interesses meramente lucrativos”, conclui.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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