BE inicia volta nacional em Torres Novas com apoio a Helena Pinto. Foto: mediotejo.net

O Bloco de Esquerda (BE) iniciou hoje, em Torres Novas, a volta nacional das autárquicas, marcando o arranque oficial da campanha para as eleições de 12 de outubro. Fábian Figueiredo destacou a escolha de Torres Novas como ponto de partida, elogiando a candidata Helena Pinto como “uma das mais preparadas” e sublinhando que a sua candidatura representa “uma onda de mudança e esperança”.

“Nós temos a expectativa, até pela onda que se sente, repare a quantidade de gente que está aqui connosco para arrancar com a campanha em Torres Novas, é sinal dessa onda de mudança e de esperança que existe aqui em Torres Novas e que a candidatura presidida pela Helena Pinto representa”, declarou.

A nível nacional, o dirigente frisou que o partido apresenta “dezenas de candidaturas fortes, muitas com independentes”, com o objetivo de construir “uma alternativa solidária e progressista” às direitas e de responder a problemas centrais como habitação, transportes e saúde.

BE inicia volta nacional em Torres Novas com apoio a Helena Pinto. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | FÁBIAN FIGUEIREDO, DIRIGENTE DO BE:

Helena Pinto, candidata do BE à Câmara de Torres Novas, afirmou que o arranque da volta nacional no concelho é um “sinal do empenho” do partido nas autárquicas.

 “Significa que o BE está empenhado nestas eleições autárquicas, está empenhado em correr o país e em apoiar os seus candidatos e candidatas, e para mim, pessoalmente tem um significado especial estar aqui o Fabián Figueiredo, que eu vi crescer como deputado, o que muito me orgulha. O que é que isto significa para nós? Significa que vamos dar o nosso melhor, significa que vamos levar à população do concelho de Torres Novas a nossa alternativa, as nossas propostas e estamos com muita confiança”, afirmou.

BE inicia volta nacional em Torres Novas com apoio a Helena Pinto. Foto: BE

Tendo garantido estar “muito confiante”, a candidata destacou algumas das propostas para responder a problemas locais, como a criação de uma creche pública, o reforço das bolsas de estudo até aos mestrados para fixar jovens no concelho, e soluções para habitação, área em que acusou o PS de falhar.

Helena Pinto é a candidata do BE à Câmara de Torres Novas. Foto: BE

ÁUDIO | HELENA PINTO, CANDIDATA DO BE À CM TORRES NOVAS:

“Temos propostas que sabemos que vão de encontro aos anseios das pessoas, por isso estamos confiantes. Começa hoje, vamos ver, daqui até dia 12”, afirmou.

BE acusa Governo de usar imigração para desviar atenção de saúde e habitação

O dirigente do BE Fabian Figueiredo acusou hoje o Governo de ceder à “agenda populista da extrema-direita” e de usar a imigração como forma de desviar a atenção dos problemas na saúde e habitação.

“Sempre que há eleições em Portugal, o PSD quer discutir as leis de imigração, não quer discutir a saúde, que está num caos, nem a habitação, onde as medidas anunciadas são um insulto aos portugueses”, defendeu à Lusa Fabian Figueiredo, em Torres Novas.

No arranque da ‘volta’ autárquica do partido, ao lado da candidata à presidência da Câmara Municipal de Torres Novas, a ex-deputada Helena Pinto, Fabian Figueiredo reiterou a defesa de uma política migratória “que garanta que as pessoas entram de forma regular, que acolhe e que integre”.

BE inicia volta nacional em Torres Novas com apoio a Helena Pinto. Foto: BE

ÁUDIO | FÁBIAN FIGUEIREDO, DIIRGENTE DO BE:

PSD e CDS garantiram hoje a aprovação na generalidade, especialidade e final global das suas alterações ao decreto da lei de estrangeiros – diploma proveniente do Governo, mas que chumbou no Tribunal Constitucional em agosto passado.

A garantia da viabilização foi dada pela deputada do Chega Cristina Rodrigues, que considerou “suficiente” o texto final da lei de estrangeiros, com as alterações propostas por PSD/CDS, mas avisou que o seu partido quer ir mais longe em matéria de imigração.

Fábian Figueiredo acusou PSD e Chega de se terem unido no passado para aprovar “uma lei de estrangeiros cruel, chumbada pelo Tribunal Constitucional porque violava os mais elementares direitos humanos”, tendo defendido que “o reagrupamento familiar é essencial”.

Fábian Figueiredo sublinhou que o diploma “promovia a separação familiar, uma crueldade absurda que só podia merecer o chumbo em qualquer país democrático” e que, em vez de combater a imigração irregular, “acabava por a incentivar”.

Para o dirigente bloquista, o Governo cedeu “à agenda populista da extrema-direita” mudou de posição sobre o reagrupamento familiar “não porque a realidade tenha mudado, mas por conveniência eleitoral”.

“Hoje, na Assembleia da República, o Bloco voltará a mostrar ao país qual deve ser a política migratória a desenvolver: garantir entradas regulares, acolher e integrar, com o reagrupamento familiar como peça central”, declarou.

A partir de quinta-feira, será a dirigente do BE Marisa Matias, quem vai substituir a coordenadora nacional e deputada única do partido na campanha para as autárquicas até Mariana Mortágua regressar da viagem da flotilha internacional que se dirige a Gaza com ajuda humanitária.

A campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro teve hoje o seu início oficial e termina a 10 de outubro, dia da entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2026.

Com Helena Pinto a liderar a equipa à Câmara de Torres Novas, a lista do BE à Assembleia Municipal tem como cabeça de lista técnico de som e imagem, Digo Gomes, 22 anos, natural de Torres Novas, onde reside, tendo já representado o BE na Assembleia Municipal, “em substituição”.

Nas eleições autárquicas de 2021, o PS conquistou 45,2% dos votos em Torres Novas, elegendo cinco dos sete elementos do executivo municipal. A coligação PSD/CDS-PP (16,9%) elegeu um vereador, tal como o Movimento P’la Nossa Terra (16,5%), num concelho que tinha então 30.795 eleitores inscritos.

O atual presidente do município, Pedro Ferreira, está a cumprir o seu terceiro e último mandato, tendo o PS anunciado o advogado José Trincão Marques, 58 anos, como o candidato à Câmara de Torres Novas.

Além do PS, e do BE, o Movimento P´la Nossa Terra anunciou a socióloga Manuela Dias, 64 anos, como sendo a sua candidata, a par do Chega, CDU e PSD, que também já indicaram os seus cabeças de lista.

O empresário José Carola, 73 anos, concorre pelo Chega, com Júlio Costa, artista visual e doutorando em História da Arte, de 35 anos, a ser o candidato da CDU. Já o PSD anunciou o empresário Tiago Ferreira, 48 anos, como cabeça de lista.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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