Em mais uma conferência de imprensa para apresentar o seu programa eleitoral, o candidato independente à Câmara de Torres Novas, António Rodrigues, deu a conhecer na terça-feira, 29 de junho, uma das suas propostas mais ambiciosas. Trata-se de um estudo prévio, estimado entre 5 a 6 milhões de euros, para criar um percurso pedestre e ciclável ao longo de todo o rio Almonda, desde a nascente à foz. Rodrigues está inclusive confiante de chegar a consenso com a empresa Renova, que detém a maioria da propriedade das margens da nascente.
Definição de percurso, passadiços, praias fluviais, anfiteatros, quiosques amovíveis, ciclovia. O ex-presidente da Câmara e agora candidato nas eleições autárquicas pelo movimento independente P’la Nossa Terra, reconheceu que o seu projeto para o rio Almonda é “megalómano”, mas que há financiamento, ao nível dos fundos europeus e do próprio Estado, para levar a ideia a efeito.
“Se nós ganharmos as eleições este projeto vai ser feito”, afirmou.
O financiamento comunitário chega num momento em que as apostas se viram para a sustentabilidade ambiental, algo que não estava nas prioridades no passado, reconheceu. No entanto, frisou, foi a aposta em saneamento que possibilitou a progressiva despoluição do rio Almonda, havendo agora condições para se apostar na sua valorização.
Podendo vir a envolver a Câmara da Golegã, o projeto do rio Almonda concebe um percurso da nascente à foz, valorizando a paisagem e o desfrute do rio. Vai ainda, segundo constatou, beneficiar as freguesias atravessadas pelo mesmo, como a Zibreira, Pedrógão ou Riachos.
A ideia é inspirada noutros percursos semelhantes que já existem no país e vai levar iluminação para o curso do rio, assim como a possibilidade de criar praias fluviais e promover eventos culturais. Os passadiços não serão contínuos, existindo apenas em algumas zonas. António Rodrigues garantiu aos presentes que, não obstante a aparente dimensão do empreendimento, tudo isto é concretizável.
“Isto não é um projeto definitivo, é uma ideia”, afirmou, um objetivo que vai permitir devolver o rio à população. “É um projeto que vai ter efeitos multiplicadores em todo o concelho”, refletiu, promovendo o próprio turismo e a atração do que designou de “nómadas da informática”.
“Isto é qualidade de vida, é sustentabilidade ambiental”, defendeu.
Questionado sobre o facto da nascente estar de algum modo vedada pela Renova, que detém a propriedade da maioria das margens e o seu próprio projeto para o local, António Rodrigues referiu que esteve recentemente no local a avaliar a situação. “É evidente que temos que ter o consenso da empresa que lá está”, comentou, defendendo, porém, que a nascente é para usufruto de todos.
Para o candidato, a zona precisa de um plano de pormenor e de um projeto específico de intervenção. “Tenho a certeza que a Renova vai articular com a Câmara para chegar a consenso”, afirmou.
A estimativa da obra situa-se entre os 5 e os 6 milhões de euros, referindo Rodrigues que a intervenção pode ser gradual. Concluiu a reiterar que há onde ir buscar dinheiro, nomeadamente dos fundos da União Europeia, para toda esta intervenção.
