Câmara de Tomar. Foto arquivo: CMT

A futura auditoria aos serviços da Câmara Municipal de Tomar foi tema na última reunião do executivo, com o vereador socialista e ex-presidente do município, Hugo Cristóvão, a pedir esclarecimentos sobre “que auditoria é essa, a quê, a que serviços, a que períodos, com quem e, já agora, com que valores”. Cristóvão afirmou que a informação é necessária “para percebermos efetivamente do que é que estamos a falar” e para poder “colocar outras questões”.

Em resposta, o atual presidente da Câmara, Tiago Carrão (PSD), recordou que o tema já tinha sido abordado anteriormente. “Se calhar não estava atento na primeira reunião de Câmara, mas eu falei aqui no tema e anunciei que esse seria um dos procedimentos que iríamos avançar”, disse, acrescentando que o processo “está neste momento a avançar” e que levará à reunião de Câmara toda a informação “assim que estiver concluído o procedimento”.

O autarca referiu ainda que a auditoria “abrangerá alguns serviços”, incluindo alguns mencionados na reunião anterior, e que os detalhes serão divulgados “a seu tempo”.

ÁUDIO | Tiago Carrão (PSD), presidente da CMT

Hugo Cristóvão referiu que o PS “não é contra nenhuma auditoria” e que “não há nada a esconder”, mas classificou a iniciativa como fruto de “uma ideia populista”, associada à perceção de que “pode haver coisas estranhas”.

O vereador socialista lembrou que os municípios “são frequentemente e regularmente auditados por diversas entidades”, citando áreas como finanças, recursos humanos e urbanismo, bem como organismos como a Direção-Geral das Autarquias Locais, a Inspeção-Geral e o Tribunal de Contas.

“A ideia que há coisas escondidas ou que há coisas que não se sabe, isso não é real”, afirmou, argumentando também que processos deste tipo “afetam mais até o trabalho ou a imagem da instituição e dos funcionários do que propriamente dos eleitos”, declarou.

ÁUDIO | Hugo Cristóvão (PS), vereador na CMT

Tiago Carrão voltou a responder, reiterando que “a auditoria não é contra nada, nem contra ninguém”. Sublinhou tratar-se de “uma salvaguarda quer para nós, quer para os senhores que estiveram a governar o município”, com o objetivo de estabelecer “um ponto de partida”.

O presidente disse ainda não se recordar de “uma regularidade assim tão grande de auditorias aos serviços como o senhor apregoou”, mas insistiu que o procedimento “é importante” e enquadrado num “princípio de boa gestão”.

“Acho que é um princípio de boa gestão entrar numa casa, em particular numa casa com a dimensão desta, estabelecer um ponto de partida para daí para a frente termos conhecimento de todos os dados para projetar o futuro”, concluiu.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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