O edifício deixou de funcionar como Jardim de Infância e Escola Primária em 2012. Foto: DR

Gerou discussão entre maioria e oposição na Câmara da Sertã, o apoio da autarquia à Junta de Freguesia do Carvalhal para reparação da cobertura do antigo Jardim de Infância e Escola Primária da localidade.

A proposta do Presidente Carlos Miranda, na reunião do dia 18, era que se transferisse uma verba de 12 mil euros como ajuda nas obras de recuperação do emblemático edifício que ardeu a 25 de novembro.

O orçamento global para a recuperação é superior a 20 mil euros. Na freguesia foi feito um peditório que rendeu cerca de 6 mil euros, conforme revelou o vereador António Xavier (PS).

O autarca lembrou que se trata de um imóvel de 1916, com algum interesse histórico e arquitetónico. Já foi feito algum investimento na colocação de portas e janelas e parte da cobertura para proteger o edifício e de modo a não acentuar a sua degradação devido à chuva.

António Xavier sugeriu que, dada a localização do edifício, próximo da Estrada Nacional 2 (EN2), pode ser utilizado por exemplo para atividades culturais e desafiou o Executivo a refletir sobre o destino a dar ao imóvel de modo a ser aproveitado em prol da população.

Mais renitentes se mostraram os vereadores do PSD que, apesar de terem opinião favorável quanto à atribuição do apoio financeiro, consideram que “persistem dúvidas sobre a correta instalação da Junta de Freguesia do Carvalhal”. Entendem que a votação deste ponto deveria “ser precedido de um parecer das entidades competentes, nomeadamente CCDRC e DGAL, que acautele a legalidade da atribuição deste apoio financeiro”, parecer que “deve garantir que a Junta de Freguesia está legalmente constituída ou que a eventual ilegalidade não condiciona a atribuição de apoio financeiro por parte da autarquia”.

O presidente da Câmara garantiu que o parecer do Ministério Público vai no sentido de que a Junta de Freguesia está legalmente constituída.

O subsídio acabou por ser aprovado com os quatro votos a favor do PS e três contra do PSD.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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