Manuel Vieira de Oliveira, 83 anos, está desaparecido desde a madrugada de quarta-feira.

Manuel Vieira de Oliveira, 83 anos, residente em Bairro, Ourém, está desaparecido há uma semana, tendo sido visto pela última vez no hospital de Abrantes às 00:10 de quarta-feira, após ter tido alta no âmbito de uma consulta de urgência.

Segundo disse hoje a sua filha, Anabela Mecha, ao jornal mediotejo.net, foi Manuel Oliveira “quem quis sair do hospital de Abrantes aquela hora”, tendo “aproveitado uma boleia de umas freiras” do Entroncamento. “Elas levaram-no até à Canchelaria, porque ele disse que vivia ali, e ali ficou, cerca das 01:30/02:00. Mas ele deve ter-se enganado porque era de noite, e da Chancelaria até ao Bairro ainda são quatro a cinco quilómetros. E depois deve ter-se desnorteado e perdeu-se algures por ali, não sabemos ainda”, contou.

“A polícia anda com cães à procura dele e muitos populares também, mas até agora nada. Já estou a ficar sem esperança”, suspirou.

Manuel de Oliveira sentiu-se mal na terça-feira, dia 20 de março, na sua residência, em Bairro, e foi de ambulância para o Hospital de Torres Novas, sendo depois transferido para Abrantes, “por suspeita de infeção pulmonar”, segundo contou a familiar, tendo sido consultado, medicado e tido alta já depois da meia-noite.

“Quando cheguei a Abrantes na quarta-feira às 18.30 para o ir ver, disseram-me que tinha tido alta e que já não estava no hospital”, lembrou, na ocasião, a filha de Manuel Oliveira.

Manuel de Oliveira não contactou nenhum familiar e encontra-se desaparecido desde então, estando familiares, amigos e autoridades no terreno à procura do seu paradeiro. Qualquer informação útil é favor contactar as autoridades ou a família através do telefone 918063042.

Ao que o nosso jornal apurou, Manuel Vieira Oliveira entrou na Urgência de Abrantes na terça-feira proveniente de Torres Novas, fez os exames, foi avaliado e visto pelo médico, tendo sido receitado e tido alta às 00:10, sem necessidade de internamento.

Segundo a sua filha, terá aproveitado uma boleia de umas freiras do Entroncamento, que o levaram até onde ele disse que vivia. Ficou na Chancelaria, a poucos quilómetros de sua casa, em Bairro.

Esta desaparecido desde então e a família agradece toda a informação que possa levar ao seu encontro.

Comunicado do CHMT:

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) esclarece, no âmbito da situação do desaparecimento de um idoso, após ter alta do serviço de urgência no passado dia 21 de março, o seguinte:

“O doente deu entrada no Serviço de Urgência Básica, na Unidade de Torres Novas, foi avaliado e fez exames de análises e RX.
Por ser necessário a realização de uma TAC, o senhor foi encaminhado para o Serviço de Urgências da Unidade de Abrantes, onde realizou o exame solicitado. Após avaliação médica o doente teve alta, pelas 0h10m.

No momento da alta foi proposto ao doente que, dado o adiantado da hora,ficasse no hospital essa noite. O doente recusou, pois estava no mesmo serviço uma senhora que se ofereceu para dar boleia ao senhor. Foi confirmada a existência dessa boleia e,  não havendo motivo para reter o doente na unidade Hospitalar de Abrantes contra vontade própria, pois o mesmo estava consciente e manifestou a vontade de ir embora, foi concretizada a alta.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo estabeleceu já contacto com as autoridades aguardando as diligências em curso pelas mesmas. Contudo,  lamenta o sucedido e manifesta a sua solidariedade à família do senhor”, conclui o comunicado, emitido na tarde de sexta-feira, dia 24 de março.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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