Assinalando-se esta terça-feira, dia 28 de março, o Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses, o Movimento ALTERNATIVAcom emitiu um comunicado criticando a postura e gestão socialista face ao centro histórico da cidade de Abrantes, bem como de outras freguesias, caso de Rossio ao Sul do Tejo e Alferrarede, e comprometendo-se “a devolver vida” e dar outra dinâmica a estes espaços. O movimento critica “a passividade e o imobilismo” do município gerido pelo PS perante a problemática.
“Connosco, o Centro Histórico voltará a ter atividade e animação, recuperará atratividade e centralidade, proporcionará facilidades de acesso pedonal e rodoviário, e será progressivamente reabilitado do ponto de vista urbanístico, comercial e cultural. Connosco, acabarão a passividade e o imobilismo causados pelo esgotamento de quem se eternizou e enquistou no poder. Este é o nosso compromisso firme, está escrito e será para cumprir”, pode ler-se.
O movimento político crê que “é possível” devolver ao centro histórico da cidade “a energia que lhe foi drenada e a aura que lhe foi tirada”, acrescentando que também dará “atenção aos demais centros históricos e comerciais da cidade e das freguesias, incluindo os de Alferrarede e Rossio ao Sul do Tejo, no quadro de uma política autárquica equilibrada e justa que valorize todo o território – cidade, vila e freguesias”.

“Há um ano, perguntámos à maioria PS, em Reunião de Câmara, se já tinha desistido de recuperar e dinamizar os nossos centros históricos, uma vez que a data celebrativa de 28 de março não havia sido assinalada, apesar de o Município de Abrantes ser membro da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, facto desconhecido pela generalidade dos abrantinos (porque será?). Um ano depois, a passividade e o imobilismo continuam a prevalecer”, é apontado.
O ALTERNATIVAcom afirma ainda que “a maioria PS está em negação e não reconhece o estado deprimente em que se encontram os centros históricos de Abrantes, Alferrarede e Rossio ao Sul do Tejo. Faltando-lhe argumentos, sobrevive com o oxigénio da demagogia populista, recorrendo a “fintas linguísticas” como responsabilizar os cidadãos afirmando que “aqueles que dizem que a cidade está a morrer, são aqueles que estão na Barão da Batalha e não saem de lá”. O resultado desta asfixia democrática, é o que está à vista de todos”.
“Compreendemos a dúvida, tendo em conta que a maioria PS está no poder há 44 anos, já não faz nem deixa fazer, revela-se esgotada e viciosa, e nem sequer consegue copiar com competência as nossas ideias: o resultado deste pântano político, é o que está à vista de todos”, lê-se no mesmo comunicado.
Por fim, o movimento apela à confiança dos cidadãos abrantinos. “Se conhecermos a realidade de outras cidades e concelhos, nomeadamente daqueles com que nos podemos e devemos comparar, se conhecermos os princípios da boa governação municipal autárquica e se conhecermos o programa, as propostas, o empenho e o trabalho diário que o Movimento ALTERNATIVAcom faz na oposição, essa dúvida legítima dará lugar ao benefício de nos confiarem a oportunidade de demonstrarmos que somos capazes. Podem todos os abrantinos crer que esta é uma missão possível”, conclui o documento.

Na última reunião de Câmara, a 21 de março, o presidente de Câmara, Manuel Jorge Valamatos (PS), referiu que o executivo municipal de maioria socialista não é “o executivo do centro histórico, nem da cidade”, mas sim “do concelho de Abrantes”.
“Quando se diz que o centro histórico às vezes tem poucas pessoas… então e o resto da cidade? É só o centro histórico? Trabalhamos muito e temos feito um investimento enorme no centro histórico. Fizemos um investimento imenso no MIAA, que fica para a História desta cidade e deste concelho. Em Santa Maria do Castelo, no MAC, temos feito investimentos no parque escolar, na saúde. Mas o resto do concelho existe. Temos um concelho de 714 km quadrados, do tamanho da ilha da Madeira, e olhamos para todos os cidadãos, e os cidadãos da Esteveira, ou das Bicas, ou das Fontes, são exatamente iguais aos do centro histórico”, rematou o edil abrantino.
“Vamos continuar a trabalhar para todos. Olharemos para o centro histórico também como elemento central do nosso desenvolvimento e ação comunitária, mas não ficamos reféns do centro histórico.
Aqueles que continuam a dizer que a cidade está a morrer, são aqueles que estão na Praça Barão da Batalha e não saem de lá. A cidade não é o centro histórico, nós estamos a trabalhar para um concelho”, disse Valamatos naquela ocasião.
