O fotojornalista Alfredo Cunha reuniu em exposição e num livro (Ed. Tinta da China) cerca de 400 fotografias de mulheres, captadas ao longo de 50 anos em diferentes contextos culturais, em mais de vinte países. Foto: DR

O que significa ser mulher hoje, e em diferentes partes do mundo? Que papéis continuam a desempenhar nas suas comunidades e que desafios persistem? Estas são algumas das questões levantadas por “O Tempo das Mulheres”, exposição de Alfredo Cunha inaugurada na sexta-feira, 18 de setembro, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal.

“O Tempo das Mulheres” é uma “exposição idealizada pela grande jornalista e feminista Maria Antónia Palla, que me desafiou para fazer o projeto do livro com o mesmo nome”, explicou Alfredo Cunha, 73 anos, um dos mais premiados e reconhecidos fotojornalistas portugueses, autor da emblemática fotografia de Salgueiro Maia no 25 de Abril.

 “Este é um projeto que aborda a vida, desde o nascimento até à morte, mas pela ótica feminina. E foi neste projeto que eu tomei a noção da importância da mulher na sociedade e na reestruturação de todo o tipo de sociedades – desde sociedades tribais, sociedades mais avançadas, a mulher está sempre presente com um papel absolutamente preponderante”, disse.

Reunindo fotografias de 50 anos de carreira, realizadas em diferentes contextos culturais, sociais, religiosos e comunitários, em mais de vinte países da Europa, Ásia, África e Médio Oriente, a exposição evidencia o papel das mulheres e a sua presença marcante nas diversas sociedades e culturas.

Pedro Rosa, presidente da Câmara do Sardoal, na inauguração da exposição “O Tempo das Mulheres”. Foto: CMS

“Nos tempos que ocorrem, ao assistir e a ouvir determinadas posições e opiniões acerca das mulheres, estranho…”, afirmou o fotojornalista, defendendo que exposições como esta continuam a ser importantes para promover a reflexão sobre o lugar da mulher na sociedade.

“Quero agradecer à Câmara de Sardoal, ao seu presidente e a toda a vereação, e espero que gostem da exposição tanto como eu gostei de a fazer.”

Com “O Tempo das Mulheres”, Alfredo Cunha volta a colocar a fotografia ao serviço da reflexão social. Em Sardoal, fica o convite para olhar, até 21 de novembro, para o papel feminino nas mais diversas realidades, através de imagens entre o testemunho e o manifesto, que nos contam histórias de resistência, coragem e transformação.

A exposição “O Tempo das Mulheres” pode ser vista no Centro Cultural Gil Vicente até 21 de novembro. Foto: CMS

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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