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O calor tórrido veio para ficar e, com as altas temperaturas e trovoadas previstas para hoje sobe também a preocupação das autoridades de proteção civil. Mação, Vila de Rei, Sardoal e Gavião são 4 dos 14 concelhos que estão hoje a nível nacional no nível máximo de alerta para risco de incêndio. Os níveis de ozono estão também acima do normal, fazendo aumentar as complicações respiratórias. 

Além da proibição de utilizar máquinas (motoserras, destroçadores de mato, etc.), neste nível máximo de alerta é proibido utilizar fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural e é proibido fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais.

Segundo as previsões do IPMA, a situação deverá manter-se ao longo de toda a semana, pelo menos até quinta-feira, 16 de julho, e os concelhos de Abrantes, Ferreira do Zêzere e Sertã passam também ao nível máximo de risco de incêndio a partir de segunda e terça-feira.

O risco determinado pelo IPMA tem cinco níveis, de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

A concentração de ozono está também com valores acima dos normais na região Centro, o que pode provocar “danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)”, alertou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Na estação de Viseu, por exemplo, foi verificada a 10 de julho uma concentração média horária de 203 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³), registo superior aos 180 µg/m3 definidos como “valor limiar de informação da população”.

Nestas circunstâncias deve reduzir-se ao mínimo a atividade física no exterior e evitar outros fatores de risco, como fumar ou contactar com produtos irritantes contendo solventes, como, por exemplo, gasolina, tintas e vernizes.

É também aconselhável que os habitantes desta região “respeitem rigorosamente tratamentos médicos em curso” e que “recorram a cuidados médicos em caso de agravamento de eventuais sintomas”, avisa a CCDRC.

A exposição a maiores concentrações de ozono afeta sobretudo as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares.

*Com Lusa

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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