Inundações em Tramagal. tiveram o seu ponto alto na sexta-feira Foto: mediotejo.net

Com base na Informação disponibilizada pela APA e pela EDP produção, durante o dia de hoje regista-se decréscimo nos caudais lançados, que tem originado uma ligeira descida no nível hidrométrico da bacia do Tejo.

Os caudais descarregados no conjunto das barragens da Bacia do Tejo mantiveram-se abaixo dos 1.000m3/s, ao longo da madrugada de hoje, prevendo-se a manutenção destes valores nas próximas horas.

Na bacia hidrográfica do Sorraia, as barragens de Maranhão e Montargil continuam com capacidade de encaixe, não havendo qualquer descarga feita pelas mesmas. Os caudais hidrológicos verificados no Rio Sorraia são devido a precipitação decorrente nessa bacia.

A estabilização dos Caudais do Rio Tejo, não se pode ainda considerar como um desagravamento da situação de cheias, alerta a ANPC que mantém todas as recomendações de segurança.

Neste momento os seguintes locais/estradas estão afetados pela situação hidrológica:

Município de Coruche

 Caminho Municipal – 1445 Rebolo»Biscaínho – Submersa

 Caminho Municipal 1427 Amieira»Raposeira – Submersa

 E.M. 590 – Couço»Santa Justa – Submersa

 Caminho Agrícola E.N. 114»E.N. 251 – Submersa

Município de Golegã

 E.M. 1 – Estrada dos Lázaros– Submersa

 E.N.365 Pombalinho / Vale Figueira – Submersa

Município de Santarém

 Ponte dos Alcaides – Almajões – Submersa

 Ponte da Vala de Calhariz

 CM 1348 de Ribeira de Santarém / Vale Figueira – Submersa

Município de Constância

 Submersão parcial do parque de estacionamento junto ao Rio Zêzere.

Acesso cortado à zona ribeirinha de Constância, junto ao rio Zêzere

Neste sentido mantêm-se o aconselhamento à população do seguinte:

 Retirar das zonas confinantes das linhas de água, normalmente inundáveis,

equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens;

 Retirar os animais para locais seguros;

 Não atravessar, com viaturas ou a pé, estradas ou zonas alagadas;

 Manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos Agentes de

Proteção Civil, desenvolvendo as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens.

Em Rio de Moinhos, Abrantes, as águas acumulam-se e invadiram algumas habitações. Foto: David Pereira.

Lisboa foi o distrito que registou o maior número de ocorrências devido ao mau tempo, desde as 00:00 de sexta-feira, com 216 de um total de 1.353 em todo o país, disse hoje à Lusa uma fonte da Proteção Civil.

A seguir a Lisboa, os distritos mais afetados pelo mau tempo foram Santarém e Porto com 124 e 116 ocorrências, respetivamente, adiantou a fonte da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

Segundo a Proteção Civil, o maior número de situações deveu-se a inundações (414) e a quedas de árvores (302).

Em relação à noite de hoje, a mesma fonte disse que foi “extremamente calma”, não se registando nenhuma situação de relevo.

Devido à forte agitação marítima, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IMPA) colocou sob aviso vermelho toda a costa litoral portuguesa até às 15:00 de hoje e até às 18:00 junto aos distritos de Leiria, Lisboa, Setúbal e Beja, onde estão previstas ondas de sudoeste com sete a oito metros, podendo atingir 14 metros de altura máxima.

O IPMA colocou também sob aviso laranja 10 distritos de Portugal continental até às 09:00 de segunda-feira devido à agitação marítima e até 21:00 de hoje devido ao vento.

Os restantes distritos do continente estão sob aviso amarelo, o terceiro mais grave, segundo informação disponível no site do IPMA.

A ilha do Porto Santo e a costa norte da Madeira também estão sob aviso laranja devido à agitação marítima.

Segundo a Marinha Portuguesa, estão fechadas à navegação 16 barras do continente e quatro estão condicionadas.

Para hoje, o IPMA prevê céu geralmente muito nublado, com abertas a partir da tarde na região Sul, e uma pequena descida da temperatura.

Estão também previstos períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e de granizo, em especial nas regiões norte e centro até ao início da tarde, tornando-se pouco frequentes na região Sul a partir do meio da tarde. O vento soprará moderado a forte (30 a 45 km/h) de sudoeste, com rajadas até 85 km/h, soprando forte a muito forte (50 a 65 km/h) nas terras altas com rajadas até 110 km/h, rodando gradualmente para oeste a partir da tarde, e enfraquecendo para o final do dia.

O instituto prevê ainda queda de neve acima de 1000/1200 metros de altitude, subindo temporariamente a cota para 1200/1400 metros durante a tarde e condições favoráveis para a ocorrência de trovoada até meio da tarde.

Fonte em Santa Margarida da Coutada, concelho de Constância: Foto: José Manuel Ricardo

Situação rodoviária:
-Dia 11 de março, às 11h00
-Foi acionado Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, mantenha-se informado.

Decorrente da precipitação que se tem vindo a sentir na bacia do rio Tejo os níveis hidrométricos e caudais deste rio têm vindo a aumentar, nesta sequência foi ativado o plano especial para cheias.

Assim, reforça-se as medidas que deverão ser observadas pelos cidadãos nas zonas potencialmente afetadas, designadamente:
– Retirar das zonas confinantes, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens;
– Colocar os animais em locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas que serão provavelmente inundáveis;
– Não atravessar com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas;
– Manter-se informado, através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos Agentes de Proteção Civil, cumprindo as ações necessárias para a sua proteção, da família e dos seus bens.

Em caso de inundação:
– Seja prático. mantenha a serenidade;
– Procure dar apoio a quem mais necessite (crianças,idosos ou deficientes);
– Desligue a água, gás e eletricidade;
– Beba apenas água engarrafada;
– Não como alimentos que estiveram em contacto com a água da inundação;
– Não vá, só por curiosidade, aos locais mais atingidos;
– Não entre na enchente. Corre risco de ser arrastado pela corrente;
– Não utilize o carro numa zona de inundação. Pode ser arrastado;
– Em caso de emergência contacte o 112.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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