Fernanda Asseiceira ofereceu a Marlene Carvalho um quadro de Saúl Roque Gameiro, com uma oliveira típica da paisagem da serra Foto: mediotejo.net

A freguesia da Serra de Santo António realizou este domingo, 29 de abril, as cerimónias oficiais do seu centenário enquanto freguesia civil, celebrado dia 26. Na sua intervenção, a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), desafiou a autarquia serrana, assim como vai desafiar vários municípios, adiantou, a candidatar a paisagem da Serra de Aire a Património Imaterial da Humanidade.

A tarde teve início com o descerramento de uma placa celebrativa do centenário na sede da junta, seguindo-se uma romagem ao cemitério para homenagem dos beneméritos falecidos. As intervenções oficiais decorreram no salão paroquial, com participação de diversas figuras relacionadas com a história e a vida da Serra de Santo António.

Serra de Santo António encerrou celebrações oficiais com a entrega de medalhas comemorativas a diferentes entidades, desde as freguesias adjacentes a associações e instituições locais Foto: mediotejo.net

Uma das intervenções que mais se destacaram foi a de Fernando Rosa, Comendador da Ordem de Mérito, tendo abordado a forte tradição emigrante da freguesia. “É vossa responsabilidade manter-nos informados e lembrar-nos que temos que participar”, defendeu, incentivando a população a pedir ajuda caso necessário aos conterrâneos que vivem no EUA.

“As ligações entre os EUA e Portugal são longas e profundas”, referiu, e as comunidades “são extremamente generosas”.

Da parte da presidente da junta da Serra de Santo António, Marlene Carvalho, ficaram as palavras “orgulho e gratidão”.

“Somos hoje, 100 anos depois da fundação da freguesia civil, uma terra orgulhosa pelo seu passado, pelo que temos e o que somos e pelo que ambicionamos”, destacou, lembrando o percurso histórico da freguesia.

Marlene Carvalho recordou os beneméritos e ex-presidente de junta, assim como todos os que partiram para trabalhar noutros países. “Para todos eles o nosso carinho e respeito, sobretudo por aqueles que não puderam voltar”, afirmou ao lembrar dos emigrantes.

Apelando à participação na vida cívica, a autarca terminaria a agradecer aos que se envolveram nas celebrações do centenário e ao apoio monetário da Câmara de Alcanena. Agradeceu ainda a possibilidade da autarquia participar no Alcanena Walking Festival, iniciativa que considerou um “sucesso”.

“São estes momentos que nos fazem acreditar que é do trabalho de equipa que nascem os projetos de sucesso”, constatou.

Na sua intervenção, a fechar os discursos, Fernanda Asseiceira lamentou que a vida associativa da Serra de Santo António não seja mais ativa, apelando também à participação. Anunciaria assim que a medalha grau ouro do município será entregue este ano à associação cultural e ambiental Cov’Altas.

Face ao discurso do Comendador Fernando Rosa, a presidente lembraria o Centro de Bem Estar Social da Serra de Santo António, equipamento social cujas obras aguardam conclusão. “É algo que nos deve reunir a todos”, defendeu, para que se possa, pelo menos, retomar os trabalhos.

Crianças do Jardim de Infância e EB1 da Serra recriaram o grupo de marchas “Os Azeitoneiros” Foto: mediotejo.net

Fernanda Asseiceira argumentaria que a Serra de Santo António é uma freguesia com várias potencialidades. “Tem um património natural invejável”, defendeu, desafiando assim a autarquia a acompanhar uma candidatura da paisagem da Serra de Aire a Património Imaterial da Humanidade.

Este é “um desafio que a Câmara Municipal quer lançar a outros municípios e lança à Serra de Santo António”.

A sessão terminou com a atribuição de uma medalha celebrativa do centenário a várias entidades, entre Câmara Municipal, associações, instituições e figuras locais. O jardim de infância e a escola de 1º ciclo da Serra recriaram depois o grupo “Os Azeitoneiros”, apresentando duas marchas. Antes do lanche convívio tocou a Sociedade Musical Mindense.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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