O concelho de Alcanena parece estar a viver uma inversão na tendência de desertificação de outros anos. No ano letivo 2018/2019 o agrupamento de escolas conta com 1582 alunos, mais 30 que no ano passado. Acresce o arrancar das obras do novo Centro Escolar de Alcanena e um inusitada ausência de chumbos no 1º e 2º ciclos de ensino em todo o concelho. A diretora do agrupamento, Ana Cláudia Cohen, não esconde a satisfação com os resultados, que acredita deverem-se em parte aos programas de promoção do sucesso escolar e ao paradigma de flexibilidade escolar no qual a instituição tem vindo a tornar-se referência nacional.
A receção aos docentes decorreu na terça-feira, 11 de setembro, no Cine-teatro São Pedro, com a abertura da sessão a cargo da vice-presidente Maria João Gomez. “Para vocês vai ser um ano exigente, com muitas expetativas”, comentou, adiantando que também a nível municipal haverá desafios: o Plano Estratégico Educativo Municipal será apresentado ainda este ano, vão finalmente arrancar as obras do Centro Escolar de Alcanena e haverá um aumento da oferta cultural às escolas. O município mantém ainda a oferta de material escolar ao pré-escolar e o apoio nos livros de fichas do 1º ciclo.
Já Ana Cláudia Cohen deixou uma saudação emotiva aos docentes do Agrupamento de Escolas de Alcanena, depois de dois anos em que a instituição se veio a tornar num paradigma no que toca à flexibilidade e promoção do sucesso escolar, mediante a aposta num conjunto de estruturas que partiram da iniciativa da direção: a sala do futuro e o makers lab, entre outros projetos. A docente deixaria porém uma nota ao trabalho desenvolvido pelos próprios professores, que acompanharam com eficácia as novas propostas da direção.
“Fomos denominados escola farol”, referiu, afirmando que foi o ano em que foi mais requisitada, realizando 36 comunicações. “Os convites para o agrupamento têm sido imensos”, salientou, tendo também sido alvo de estudos de caso.
Ao mediotejo.net a diretora adiantou que este ano o agrupamento aumentou em cerca de uma turma (30 alunos), uma tendência de crescimento que se tem vindo a verificar nos últimos anos. Entre os factores para este crescimento, referiu, estão a fidelização dos alunos de Amiais (concelho Santarém) à escola, os imigrantes e também o facto de alunos que tradicionalmente iam para Fátima estarem a permanecer na escola de Minde. Por outro lado, adiantou, os projetos em que a instituição se tem envolvido, como a sala do futuro, o makers lab, de empreendedorismo, entre outros, constituem fatores de atratividade.
No último ano o 1º e 2º ciclo não registaram retenções. Ana Cláudia Cohen vê estes números como o resultado dos programas de sucesso escolar, com o reforço do número de professores e uma atenção mais individualizada à diversidade dos alunos.
No que toca a necessidades sentidas pelo corpo escolar, a responsável mencionou a requalificação da Escola Secundária de Alcanena, assim como a substituição de equipamentos informáticos (computadores, acesso à internet) que se encontram obsoletos e a precisar de uma atualização.
