ETAR de Alcanena. Foto: DR

Na reunião camarária de segunda-feira, 17 de fevereiro, foi realizado um ponto de situação do ambiente no concelho. A presidente Fernanda Asseiceira (PS) acabou a expor um conjunto de medidas que a empresa municipal AQUANENA pretende levar a efeito em 2020 para combater a poluição, nomeadamente através de assessoria para elaboração de um plano estratégico à empresa Hidra – Hidráulica e Ambiente.

A discussão foi levantada pela vereadora dos Cidadãos por Alcanena, Maria João Rodolfo, referindo que as análises do ar indicam que a ETAR e o aterro de lamas são os principais geradores de gás sulfírico. As condições do vento propiciam ou não a sua propagação, nomeadamente o mau cheiro. Questionaria assim por medidas a tomar.

Em resposta, Fernanda Asseiceira apontou a elaboração de um “Plano Estratégico para o Saneamento de Alcanena”.  Pretende-se com este plano definir “fundamentadamente as opções e medidas prioritárias, estruturantes e complementares, no âmbito de gestão e de reabilitação/construção de infraestruturas. Estas medidas serão caracterizadas com a respetiva estimativa de custos, calendarização de intervenções e metas a atingir, concretizando uma estratégia integrada para o futuro de todo o sistema”, refere o documento lido na ocasião, ao qual o mediotejo.net teve acesso.

Neste sentido foi celebrado um contrato de assessoria técnica com a empresa Hidra – Hidráulica e Ambiente, Lda., que tem até outubro para elaborar este “plano estratégico de evolução do sistema de saneamento de Alcanena”. A empresa deve identificar quais as medidas prioritárias, de curto, médio e longo prazo, “que permitam assegurar, sem riscos, a satisfação das condições legais de funcionamento, designadamente o projeto de Licença de Rejeição de águas residuais da ETAR de Alcanena, produzido pela APA”.

Compete ainda a esta assessoria o “desenvolvimento de um modelo de simulação hidráulica e ambiental do sistema de drenagem industrial, para apoiar as decisões de intervenção e a elaboração do projeto de execução de intervenções prioritárias no Sistema”.

A empresa dará ainda “apoio à implementação de um programa de monitorização hidráulica e ambiental do sistema, como base de avaliação do desempenho dos seus emissários”. Por fim, vai realizar uma “análise de dados de monitorização (na fase líquida e fase gasosa) e avaliação global de desempenho do sistema de drenagem e estabelecimento de medidas gerais preventivas e/ou corretivas para beneficiação do sistema, a nível de um Plano Estratégico, com o desenvolvimento de intervenções de curto e médio prazo de controlo adicional de odores ofensivos”.

À Hidra compete ainda a avaliação de medidas de controlo na origem e propostas de intervenção, nas unidades de pré-tratamento (UPI’s), integradas nas unidades industriais; análise de dados de monitorização da ETAR e identificação de aspetos críticos de desempenho, do ponto de vista de satisfação da Licença de Rejeição; identificação de medidas gerais de gestão e de intervenção para reabilitação/ construção de componentes da ETAR; identificação de medidas e intervenções de melhoria global e integrada do sistema, ao nível de um Plano Estratégico, incluindo o planeamento de medidas prioritária estruturantes e medidas complementares de médio e longo prazo, respetiva estimativa de custos e a eventual utilização de efluentes para usos compatíveis; contributos para a revisão do Regulamento do Serviço de Saneamento de Águas Residuais Urbanas de Alcanena; o projeto de intervenções prioritárias no sistema, incluindo a reabilitação das estações de monitorização existentes (Projeto de Execução), integrando contribuições para o respetivo Processo de Concurso; e a elaboração de relatórios e acompanhamento de reuniões técnicas e de pelo menos um workshop final, para apresentação e discussão de resultados com os vários “stakeholders”.

O documento conclui que para combater a poluição do ar é necessário uma maior monitorização e fiscalização, “no sentido de assegurar a rastreabilidade do efluente a partir das Unidades de Pré-Tratamento Industrial, passando pela rede de coletores, ETAR e rejeição no meio recetor”.

Deve-se ainda relacionar toda a conjuntura com uma série de equipamentos em estado de avaria e inoperacionalidade ou em final de vida útil.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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