reunião de câmara de Alcanena de 17 de fevereiro de 2020 Foto: mediotejo.net

O executivo municipal de Alcanena aprovou por unanimidade na reunião de segunda-feira, 17 de fevereiro, uma moção “Pela valorização do aeródromo de Tancos”. A tomada de posição surge na sequência de uma moção equivalente aprovada pelos municípios da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Refere o texto da moção que “é urgente promover o estudo da viabilidade do potencial Aeroporto de Tancos, valorizando todos os aspetos inerentes a um projecto desta relevância”.

Conforme destaca, “sua Excelência o Presidente da República, defendeu em junho de 2018 uma meta de cinco anos, para resolver o problema das desigualdades entre litoral e o interior, sob pena de o país falhar como um todo. O Governo, no seu programa assumiu, entre os seus objetivos prioritários, a afirmação do interior, e das zonas de baixa densidade, como um aspeto central do desenvolvimento económico e da coesão territorial, promovendo uma nova abordagem de aproveitamento e valorização dos recursos e das condições próprias do território enquanto fatores de desenvolvimento e competitividade”.

Neste contexto, “o território do Médio Tejo carece de medidas que promovam a fixação de população tendo em consideração o acentuado decréscimo populacional, verificado nos últimos anos, principalmente nos municípios de menor dimensão, onde se integram a generalidade dos Municípios desta grande região mais alargada. A região possui uma dinâmica económica diversificada, nomeadamente ao nível das empresas da área da indústria automóvel, logística, curtumes, têxteis, exploração florestal, madeira, mobiliário, papel, que se encontram sedeadas neste território”.

“A abertura de um aeroporto em Tancos permitiria alavancar o potencial turístico e a
dinâmica económica de toda a região, através da penetração no mercado internacional
e garantir, a muito curto prazo, alguma complementaridade que já hoje o Aeroporto da
Portela exige”, defende.

“É por demais evidente ser uma alternativa à opção Aeroporto de Monte Real e ainda
mais à construção de qualquer infraestrutura nova acima de Leiria. Esta estrutura aeronáutica existe, tem condições únicas em termos estratégicos e geográficos e está subaproveitada. Merece ser avaliada, merece ser estudada. Não merece estar abandonada. A região também não pretende abandoná-la”, argumenta.

“Assim, propomos uma avaliação que viabilize de forma clara e inequívoca a utilização
civil e/ou militar desta infraestrutura de forma a dar resposta adequada à Região e ao
País quer em termos do turismo religioso com especial enfoque em Fátima, como ao
turismo em geral e permitiria uma melhor penetração nos mercados internacionais das
empresas do Médio Tejo, da Lezíria do Tejo, do Alto Alentejo e das Beiras”, conclui.

No debate da moção, proposta pelo executivo socialista, a presidente Fernanda Asseiceira (PS) explicaria à oposição que a defesa do aeroporto de Tancos é na perspetiva de ser uma alternativa a Monte Real e um aeroporto de suporte a Lisboa, não estando aqui em causa um projeto de substituição do aeroporto do Montijo.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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