No âmbito do Protocolo de Colaboração assinado com a PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados, no passado dia 20 de janeiro de 2017, o Município de Alcanena vai acolher a partir desta quarta-feira uma família de refugiados, que chega a Portugal na tarde de hoje, dia 25 de janeiro.

Trata-se da família Haj Hasan, família nuclear composta por 6 elementos (um casal e quatro filhos menores). Os membros deste agregado familiar falam apenas árabe e provêm do contexto urbano da cidade de Aleppo, na Síria.

A família será recebida no aeroporto de Lisboa pela Presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira, e pela equipa da Divisão de Desenvolvimento Humano e Social da autarquia, seguindo, depois, para Alcanena, onde será recebida na Câmara Municipal, pelas 16:00h.

Após a receção nos Paços do Concelho, a família Haj Hasan, constituída por Hussein Haj Hasan (pai, 36 anos), Hman Haj Hasan (mãe, 34 anos), Amal Haj Hasan (filho, 11 anos), Fatmah Haj Hasan (filha, 8 anos), Aya Haj Hasan (filha, 6 anos) e Mohammad Haj Hasan (filho, 2 anos), seguirá para o Bairro Timor Lorosae, em Alcanena, onde conhecerá a habitação em que ficará instalada.

Em comunicado, a autarquia refere que a habitação foi “preparada com muito empenho e carinho para os receber”, tendo destacado ainda que o acolhimento desta família síria “contou já com várias doações de particulares e empresas, como é o caso da empresa J.J. Louro”.

Os interessados em contribuir com doações de bens e/ou artigos para esta família, deverão contactar a Divisão de Desenvolvimento Humano e Social da Câmara Municipal de Alcanena, na Rua da Cova, nº 6, 2380-051 Alcanena, ou através do telefone 249 890 026.

A professora Manuela Henriques manifestou já à autarquia a sua disponibilidade para ensinar Português a esta família síria, durante as próximas semanas, de forma a facilitar a sua integração a nível social, escolar e profissional.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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