O morador José Carlos Pereira, uma presença recorrente no público durante as reuniões camarárias de Alcanena, foi à sessão de 2 de abril, segunda-feira, lembrar a história da construção do Estádio Municipal, apelando a que se trate com justiça o Atlético Clube Alcanenense, principal utilizador do espaço.
A requalificação do Estádio Municipal de Alcanena tem estado envolvida em alguma polémica. O espaço vai finalmente fechar para obras no final da época, mas na assembleia municipal de 23 de fevereiro a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, referiu que o estado de degradação do imóvel também se deve à utilização abusiva e negligente ao longo dos anos. O principal utilizador do estádio é o Atlético Clube Alcanenense, que devido às obras terá que procurar outro campo para treinar na próxima época.
José Carlos Pereira começou por pedir que a sua intervenção ficasse em ata, afirmando posteriormente que falava apenas a título individual. O morador lembrou que a aquisição do terreno para construir o Estádio data do final dos anos 60 e as várias peripécias que envolveram as questões de propriedade na época.
Recordaria assim o papel desempenhado pelo Atlético Clube Alcanenense para a construção do edifício, tendo-se este tornado, devido a isso, o seu utilizador prioritário. “O Atlético tem os seus deveres e os seus direitos, tal como a Câmara”, afirmou, “o Atlético não está ali de esmola, mas de direito próprio”.
Na ausência de Fernanda Asseiceira, a vice-presidente Maria João Gomez referiu que sempre houve “respeito institucional” para o com o Atlético Alcanenense e que a requalificação do Estádio Municipal é uma decisão assumida a resolver.
