Salvador Sobral cumpriu uma promessa de há um ano e subiu ao palco do Jazz Minde, depois das peripécias de 2017 não o terem permitido participar nessa edição. A Fábrica da Cultura lotou assim na noite de sábado, dia 2, com um concerto completamente original, com arranjos específicos para a noite, que representou um “regresso às raízes” do cantor. Na perspetiva do Jazz Minde está já o ano de 2019, com a promessa de que o evento deverá aumentar e trazer artistas internacionais.
“Sempre a crescer, no dia que não cresça acaba” é a mensagem de Pedro Micaelo, da organização do Jazz Minde, quando se fala num evento que se vem gradualmente impondo, desde 2004, no mundo da música. A presença de Salvador Sobral esteve prevista o ano passado, mas o músico acabou por não poder participar, surgindo no cartaz deste ano com um programa composto por temas de Cole Porter, George Gershwin e Hoagy Carmichae. Um espetáculo “inédio”, com arranjos musicais do diretor musical Nelson Cascais.
Antes do concerto, antecedido pelos James Uhart Jtrio, Pedro Micaelo tinha as expetativas em alta, com casa esgotada e as salas a mostrarem-se compostas para estes três dias do evento (1 a 3 de junho). O Jazz Minde, salientou, continua a ser organizado por amadores, mas ao longo de 14 edições tem crescido, atingindo uma dimensão superior à pequena equipa que o organiza todos os anos.
Talvez por isso se preparam grandes mudanças. Em “2019 o objetivo é fazer mesmo aquele evento que marca a viragem da página” confessou Pedro Micaelo ao mediotejo.net, prevendo-se ter um terceiro palco que receba entre 2500 a 3 mil pessoas. “Esta sala começa a tornar-se pequena para grandes nomes”, admitiu, não adiantando o programa do próximo ano mas deixando antever a ambição.
Até porque, frisou, o Jazz Minde tem o seu lado “carismático”, que a organização pretende potenciar. “Não nos interessa ser um festival populista, mas com um certo carisma”, terminou.
