*retificado às 12h53 de 6 de setembro de 2018
O executivo municipal de Alcanena discutiu na reunião camarária de 3 de setembro, segunda-feira, o relatório “Para a Estratégia 2030 da Região de Lisboa e Vale do Tejo” e quais os projetos que deveriam ser prioritários na perspetiva do município de Alcanena. Um hospital único para o Médio Tejo, uma ligação do nó A1-A23 ao IP6 e um Parque Empresarial localizado em Alcanena foram algumas das propostas deixadas pela presidente, Fernanda Asseiceira (PS). A visão da autarca foi em grande parte partilhada pela oposição dos Cidadãos por Alcanena, encabeçada por Gabriel Feitor.
Fernanda Asseiceira começou a sua intervenção por constatar o território “desigual” que é abrangido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e as dificuldades que traz na definição de estratégias, uma vez que os concelhos depois vão buscar os apoios a outras entidades administrativas, num emaranhado de NUTS II e III que tem marcado o debate na região.
O Relatório da CCDR-LVT possui 10 pilares estratégicos (desde a sustentabilidade demográfica ao Tejo e Sado, passando pela inclusão e combate à pobreza, entre outros), apresentando a autarca os projetos que, na perspetiva de Alcanena, devem ser prioritários de obter financiamento e que o município vai levar para a discussão.
Um dos projetos, começou por enumerar, será a construção de um Parque Empresarial no nó A1-A23, localizado assim em Alcanena.”É justo que este projeto seja reconhecido como importante para a região”, afirmou a presidente, apresentando as vantagens para o território e ligação às zonas industriais vizinhas.
Outra aposta será a retomada da ideia da ligação do nó A1-A23 ao IP6, criando assim uma ligação ao Oeste. “Continuamos a defender (…) a conclusão do IC3, a valorização da ponte de Constância, a valorização de estruturas existentes, as pontes existentes que melhorem as travessias no Tejo”, referiu, assim como a valorização da Base Aérea de Tancos.
Fernanda Asseiceira defendeu ainda “coragem” para que o Médio Tejo venha a possuir o que “sempre devia ter tido”, ou seja, “um” único Hospital, considerando ser do entendimento geral que a atual situação de um Hospital partido “em três não serve as pessoas”. “Devia haver coragem para este erro ser corrigido”, afirmou, preferindo porém não avançar com alguma eventual localização.
A presidente propôs ainda a valorização da Serra de Aire e Candeeiros com a criação de um Geopark. São estas as propostas que “como ponto de partida, o município lança para reflexão e possível integração” nos futuro projetos que vão concorrer a fundos de financiamento comunitário.
Gabriel Feitor manifestou concordância com toda a posição de Fernanda Asseiceira, defendendo que o Hospital único se instale em Torres Novas, pelas suas boas condições e localização central*. Concordou também com a ligação ao IP6, na linha de uma ideia que tem sido defendida da união de todo o Ribatejo com o Oeste, embora tenha manifestado que achava o projeto de difícil concretização atualmente*.
Reiteraria ainda que não se revê nas divisões administrativas atuais, afirmando que “estamos retalhados em diversas coisas”.
