O orçamento da Câmara de Alcanena para o ano de 2018 encontra-se nos 19.524.982 euros, um aumento de cerca de 7,5 milhões em relação a 2017. Em causa está o arranque das grandes obras há muitos previstas pelo executivo de Fernanda Asseiceira, nomeadamente a construção do Centro Escolar de Alcanena, o posto da GNR, obras de saneamento ou a requalificação urbana de espaços como o Mercado Municipal e o parque de autocarros. Na reunião camarária de 20 de novembro, segunda-feira, os Cidadãos por Alcanena (CA) votaram contra os documentos previsionais por estes contemplarem uma visão estratégica diferente da que definiriam para o concelho.
Fernanda Asseiceira fez uma ampla exposição dos investimentos previstos para o próximo ano, explicando o grande aumento do orçamento em relação a 2017 com o arranque das várias obras de requalificação urbana e em termos de estruturas que há muito se planeavam. Em causa estão o novo Centro Escolar, o quartel da GNR, o Mercado Municipal e alguns troços de saneamento no município.
Enumeraria ainda os gastos previstos em manutenção de equipamentos, amortizações, os 70 mil euros que são encaminhados para o Fundo de Apoio Municipal, novos equipamentos para a proteção civil, a criação do Observatório Ambiental, o avançar no investimento em eficiência energética na iluminação pública, contratação de técnicos superiores e assistentes operacionais, entre outros projetos em curso. Um “documento bastante importante pelo conjunto de projetos que prevê”, referiu a presidente, agradecendo o conjunto de sugestões enviado pelos CA e frisando que iam ao encontro das ambições do executivo para este mandato.
Os vereadores da oposição, Gabriel Feitor e Maria João Rodolfo, colocaram um conjunto de questões relacionadas com montantes de investimento previsto e qual a função específica de determinados projetos. Apesar do aparente consenso entre toda a equipa municipal, os CA acabariam por votar contra os documentos previsionais para 2018.
Face à indagação de Fernanda Asseiceira sobre o porquê da discordância na votação, Gabriel Feitor comentaria que há projetos, como a requalificação do parque de autocarros, que não consideram prioritários. Já Maria João Rodolfo reiteraria que o orçamento mantém a linha dos anteriores e que se trata apenas de uma visão estratégica diferente com que a oposição não se identifica.
De recordar que os documentos previsionais para 2018 ainda terão que ser aprovados em Assembleia Municipal.
