Os órgãos municipais de Alcanena aprovaram por maioria, na reunião de executivo de 1 de junho e na Assembleia Municipal de 5 de junho, o relatório de contas relativo ao exercício de 2019. Em ano de arranque de várias obras municipais, a presidente Fernanda Asseiceira (PS) destacou a redução em 70% do passivo encontrado em 2009, que ascendia a 20 milhões de euros (hoje é de 6,3 ME), e assegurou a estabilidade económica do município.
Enumerados durante ambas as sessões, alguns dos valores do documento são: dívida total no valor de 6.364.597,48 euros, tendo já sido amortizado mais de 70% de todo o passivo encontrado em 2009 (superior a mais de 20 milhões de euros); a dívida relativa a empréstimos de médio e longo prazo encontra-se nos 4,9 milhões de euros, considerando a utilização do empréstimo contratado para investimentos comparticipados por Fundos Comunitários, no valor de 1.569.403,41 euros, empréstimo que não conta para o Endividamento Municipal.
A execução orçamental da receita é de 86,64%, sendo 92,93% na receita corrente e 75,45% na receita de capital; a execução orçamental da despesa é de 86,57%, sendo 90,16% na despesa corrente e 85,08% na despesa corrente e 88,09% na despesa de capital. O prazo médio de pagamento a fornecedores, no final de 2019, foi de 18 dias.
Acresce a este valores um saldo de gerência de 75.659,63 euros.
Em reunião de Câmara, após uma extensa análise, Fernanda Asseiceira (PS) frisou um “ano de forte investimento”, lembrando as várias obras em curso, como do Centro escolar de Alcanena ou o Mercado Municipal. Ao longo de 2019 também se concluíram projetos há muito esperados, como o novo quartel da GNR, recordou. O exercício de 2019 “honra a gestão autárquica deste executivo”, concluiria a presidente.
Da parte da oposição dos Cidadãos por Alcanena, Maria João Rodolfo referiu que, não obstante os resultados, os Cidadãos por Alcanena não se revêem nas decisões do executivo PS, pelo que votaram contra.
