Número de bebés que nascem em Alcanena continua a surpreender Foto: mediotejo.net

Na terça-feira, 30 de janeiro, o município de Alcanena entregou mais 12 cabazes “Bebé Feliz”, cerca de um mês depois da última entrega. Na ocasião, a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, anunciou que o município decidiu avançar com um cabaz de apoio à infância, para crianças até aos três anos, destinado a famílias com dificuldades económicas. Ao fim de dois anos, o programa de apoio à natalidade continua a superar as expetativas do próprio executivo socialista.

Rostos muito jovens e outros já com cabelos brancos, casais ou pais/mães sozinhos compõem a tradicional fotografia dos dias de entrega dos cabazes Bebé Feliz, medida implementada em 2016 para promover a natalidade e que foi alvo de uma substancial subida de orçamento (de 20 mil euros para 50 mil) ao longo do tempo.

Os bebés continuam a aparecer, permitindo ao município conhecer o perfil das famílias e fazer um registo do número de crianças que vão frequentar os estabelecimentos de ensino locais.

Na primeira entrega de 2018, com dois Bebés do Ano (o da maternidade de Abrantes e o da maternidade de Santarém) presentes, compareceram sete meninas e cinco meninos, mantendo-se a vantagem do sexo feminino na estatística. A todos é oferecido um cabaz, no valor de 500 euros, em géneros, escolhidos pelos pais. A medida é exclusivamente de apoio à natalidade, não fazendo diferenças de cariz socioeconómico. Em dois anos foram contempladas 91 meninas e 81 meninos.

“Estamos a procurar incentivar as juntas de freguesia a juntarem-se à iniciativa”, confessou Fernanda Asseiceira, adiantando que Serra de Santo António já oferece um cheque e a de Monsanto vai começar a atribuir também um cabaz. “Houve logo quem fizesse as contas”, referiu, uma vez que estes contributos aproximam o apoio às famílias com recém nascidos dos mil euros.

O sucesso com o programa cabaz Bebé Feliz tem sido tão significativo que o município decidiu avançar com um programa de apoio à infância, cujo regulamento deverá ser aprovado em breve em reunião de câmara. Este apoio, que se traduz num cabaz trimestral para crianças até aos três anos, será exclusivo para famílias que tenham dificuldades económicas.

“A qualquer altura podem surgir situações que alterem o agregado familiar, como alguém ficar desempregado”, constatou a presidente, sendo este apoio uma forma de não faltar às crianças os bens que nestas idades são estritamente necessários. A primeira entrega, referiu, deverá ocorrer em março, tendo a sinalização dos casos sociais já vindo a decorrer. Há espaço porém, referiu, para que as famílias procurem junto do município o apoio.

“O caminho faz-se caminhando, apoiando as famílias e a natalidade”, terminou a Fernanda Asseiceira. Em declarações ao mediotejo.net, a presidente explicou que o projeto cabaz Bebé Feliz permitiu ao município conhecer as diversas condições socioeconómicas das famílias. “Nestas idades há bens sociais que não podem faltar e não podem estar dependentes de rendimentos”, frisou. O programa de apoio à infância surge assim numa perspetiva de continuidade.

A presidente explicou que o montante geral previsto para este apoio à infância é de cerca de 20 mil euros, mas não será um valor estanque, podendo ser aumentado na medida das necessidades. As famílias sinalizadas, ou que vão à Câmara solicitar o apoio, receberão um cabaz a cada três meses com os bens que a criança necessite.

 

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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