Um apoio de 3.500 euros à ADIRN – Associação para o desenvolvimento integrado Do Ribatejo Norte, destinado a financiar um conjunto de projetos de cooperação com Cabo Verde e no território, recebeu os votos contra dos Cidadãos por Alcanena na reunião camarária de 6 de agosto, segunda-feira. Não estava em causa a ideal geral de cooperação inerente aos projetos, afirmaram, mas os resultados práticos das iniciativas previstas e o pouco ou nenhum impacto que trarão para o concelho.
“O que aqui está é sem dúvida nenhuma fazer projetos e financiar umas viagenzinhas para uns pseudo-grupos empresariais”, comentou a vereadora Maria João Rodolfo, lembrando que o município já aprovara um apoio de 6 mil euros para iniciativas semelhantes e que acabam por não se traduzir em resultados práticos para o concelho. A vereadora analisaria projeto a projeto, focando em particular a realidade de Cabo Verde onde as ideias apresentadas não trarão, na sua opinião, grandes benefícios às próprias populações daquele país insular.
A dirigir a sessão, a vice-presidente Maria João Gomez consideraria a avaliação dos projetos da ADIRN “simplista”, uma vez que não estava a ter em conta as relações que vão ser criadas no processo. O vereador Óscar Pires explicou um pouco da abrangência do projeto de hidroponia em Cabo Verde, mas a argumentação não convenceu Maria João Rodolfo.
O tópico acabaria por receber os votos contra dos dois vereadores dos Cidadãos por Alcanena.
