Manuel Frazão e Carlos Santos Fotos: CM Alcanena

O executivo municipal de Alcanena aprovou na reunião camarária de segunda-feira, 1 de fevereiro, três votos de pesar e reconhecimento a figuras do município, falecidas nas últimas semanas. Os eleitos fizeram ainda um minuto de silêncio em sua memória.

O primeiro voto de pesar e reconhecimento foi para o antigo Comandante dos Bombeiros Municipais de Alcanena, Manuel Joaquim Alves Frazão, falecido a 19 de janeiro, aos 90 anos. Com carreira na GNR, chegou ao concelho nos anos 70. Em 1979 integrou o Comando dos Bombeiros Municipais, tendo chegado a 1º Comandante em 1987.

O segundo voto de pesar e reconhecimento foi para o empresário Fernando Calado Carvalho, falecido a 28 de janeiro, aos 88 anos. Foi o fundador, juntamente com o irmão, da empresa de curtumes “Couro Azul”, desenvolvendo assim aquele que já era o negócio da família.

“A determinação e o espírito empreendedor de Fernando Calado Carvalho e do seu irmão, António Calado Carvalho, prosseguida pelos seus descendentes, contribuíram para que o Município de Alcanena se tenha afirmado no sector dos curtumes, enquanto Capital da Pele, sendo reconhecido a nível nacional e internacional”, refere o texto do voto de pesar, a que o mediotejo.net teve acesso.

O último voto de pesar e reconhecimento foi para o autarca Carlos Vieira Santos, falecido a 31 de janeiro, aos 77 anos. “Carlos Vieira Santos foi sempre um membro ativo da comunidade local, tendo contribuído fortemente para o desenvolvimento local nas mais diversas áreas para além da económica, nomeadamente, política, cultural, desportiva e social”, refere o texto.

Foi presidente da direção do grupo recreativo “Os Unidos da Serra” e presidente da junta de freguesia da Serra de Santo António de 2001 a 2013.

“Sócio fundador do Centro de Bem Estar Social da Serra de Santo António, liderou a criação desta Instituição, bem como todo o processo de construção do Lar da Serra de Santo António, para cuja concretização lutou de forma determinada e determinante, desde a primeira hora e até aos últimos dias da sua Vida”, adianta.

“Dirigente empenhado, sempre trabalhou arduamente na recolha de apoios que garantissem a execução desta obra, quer ao nível da população local, emigrantes e outros mecenas, quer em termos institucionais, com a Junta de Freguesia da Serra de Santo António e com a Câmara Municipal de Alcanena”, refere.

Os três votos de pesar e reconhecimento foram aprovados por unanimidade.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

Deixe um comentário

Leave a Reply