Foto: BE

Na sequência de uma visita ao Centro de Bem Estar Social de Alcanena, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) eleito pelo distrito de Santarém constatou que o Governo está em falta com um conjunto de apoios sociais, que estão a colocar em causa o bom funcionamento deste tipo de instituições.

Na visita ao Centro de Bem Estar Social de Alcanena, o grupo liderado pela deputada Fabíola Cardoso pôde observar que a ação do Estado está a ser insuficiente para responder à crescente dependência dos utentes de lares de idosos, estando as avaliações do “acordo para deficiências” com oito meses de atraso, afirma nota de imprensa.

Segundo a deputada, este problema é mais visível nos subsídios de 2º grau (pessoas de muito grau de dependência). “Como a comparticipação estatal é inferior à que o utente tem e aos cuidados de apoio e saúde que necessita isso dificulta a vida das IPSS criando um subfinanciamento”, refere.

Para além desta situação, verificam-se outras dificuldades ao nível dos “Compromissos de Cooperação” que dificultam o funcionamento em particular do Centro de Bem Estar Social de Alcanena. A instituição particular de solidariedade social (IPSS), assim como as suas congéneres, está ainda a suportar quase sozinha o custo com equipamentos de proteção individual (EPI), que visam proteger os funcionários de contágios. Um custo acrescido onde já despendeu 46 mil euros este ano.

Foto: BE

O Centro tem atualmente uma Residência para Idosos, Centro de Dia, Apoio Domiciliário, Hospital, Jardim de Infância, Creche, CATL, Apoio a Vítimas de Violência Doméstica, Cantina Social e vários espaços de habitação social num total de mais de 300 utentes e 114 funcionários. O grupo de deputada observou que a instituição não tem financiamento europeu para projetos de Unidade de Cuidados Continuados. 

Após esta visita, Fabíola Cardoso vai questionar o Governo sobre os problemas identificados.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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