poluição junto à nascente do Alviela na noite de 15 de dezembro de 2015 Foto: O Ribatejo

A assembleia de freguesia de Pernes aprovou em dezembro um voto de protesto contra a poluição do Alviela, cujo conteúdo foi hoje foi hoje consultado pelo mediotejo.net. O texto, que exige uma ação das entidades competentes, foi encaminhado à Câmara Municipal de Alcanena.

Segundo o documento, solicitado pelo mediotejo.net à assembleia de freguesia de Pernes, “a população de Pernes duramente martirizada nos anos de 1960/1980 pela poluição, vê de novo o seu rio Alviela com índices de poluição fora do comum. Após anos de luta liderada pela CLAPA – Comissão de Luta Anti Poluição do Alviela, com tomadas de posição públicas que levaram ao boicote de alguns atos eleitorais, concretizou-se a construção em Alcanena de um sistema de tratamento dos efluentes provenientes das indústrias de curtumes daquela região”.

O mesmo texto constata que o dito sistema “não funcionando como seria de desejar, dado que nem todas as fontes de poluição foram ligadas àquele sistema, a sua implantação veio, no entanto, contribuir para uma melhoria acentuada das águas do rio Alviela. Porém, nos últimos anos temos sido confrontados com maiores índices de poluição cuja origem, em parte desconhecida, tem agravado a situação”.

A poluição agravou-se em dezembro com a contaminação da nascente dos Olhos de Água, “o que impede a utilização, para consumo, da água que abastece a nossa Fonte do Rossio, marco histórico da luta secular pelo nosso Alviela. O Alviela é de novo um rio de águas turvas e de espumas, com a morte de muitas espécies piscícolas, que já tinham voltado a dar vida às zonas ribeirinhas”.

“Porque Pernes foi duramente vítima da poluição do rio Alviela, com graves prejuízos para os seus habitantes e as suas indústrias, e nunca devidamente compensada, a Assembleia de Freguesia de Pernes, reunida a 21 de dezembro de 2017, delibera aprovar um voto de protesto e exige que as entidades competentes atuem com rapidez e eficácia face a este novo crime ambiental”, termina.

 

 

 

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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