O executivo municipal de Alcanena aprovou por unanimidade na reunião camarária de 8 de janeiro, segunda-feira, a criação de um Observatório Ambiental, para monitorizar e promover a sustentabilidade ambiental do concelho. Esta era uma das promessas de campanha da presidente de Câmara, Fernanda Asseiceira.
A nova entidade é constituída por representantes de 17 instituições nacionais (Agência Portuguesa do Ambiente, GNR, Agrupamento de Centros de Saúde, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, Universidade de Aveiro, Quercus, etc) ligadas ao ambiente, com coordenação da Câmara de Alcanena. O Observatório Ambiental ficará incumbido de realizar planos de ação, uma plataforma de divulgação ambiental, entre outros projetos, podendo também candidatar-se a financiamento, numa lógica de sinergias e partilha de informação e soluções entre as diferentes entidades que podem intervir a nível ambiental.
A vereadora Maria João Rodolfo (Cidadãos por Alcanena) reconheceu o mérito da iniciativa, mas constatou que a nível dos planos de ação a proposta é muito ampla e que se pode perder a exequibilidade da mesma perante tantas entidades. Também sugeriu que o Observatório tivesse representação da Assembleia Municipal.
Fernanda Asseiceira argumentou que o Observatório é uma comissão essencialmente técnica e não política, pretendendo-se que debatam entre si os problemas ambientais e soluções para o concelho, consoante as diversas áreas de intervenção.
