Alcanena leva ao concurso 7 Maravilhas a lenda da moura encantada que chora escondida no Alviela. Foto: DR

Este domingo, 7 de junho, o painel de especialistas das 7 Maravilhas da Cultura Popular divulga os nomes dos candidatos que passam à próxima fase do programa. O município de Alcanena possui várias “maravilhas” a concurso, entre as quais a lenda da “Moura do Alviela”. Narra a história que uma princesa mourisca se apaixonou por um rapaz pobre, mas o pai não aceitou o romance, querendo antes obrigá-la a casar com outro pretendente. A jovem fugiu de casa, indo abrigar-se numas grutas junto à nascente do rio Alviela.

O rei pediu então a uma bruxa que a localizasse. Todos os dias a feiticeira a visitava e lhe sugeria outros pretendentes, os quais a princesa sempre recusava.

Até que um dia o rei, furioso com a desobediência da filha, a condenou a viver eternamente nas grutas. “As tuas lágrimas serão tantas,e tão grossas que os teus olhos se tornarão enormes e para sempre essas lágrimas regarão as terras do Alviela e darão de beber a animais e pessoas”, sentenciou.

Surge desta lenda o nome Olhos de Água, a nascente do rio Alviela, no concelho de Alcanena.

A região do Médio Tejo tem 32 patrimónios nomeados e candidatos às 7 Maravilhas da Cultura Popular entre o total de 471 nomeados de norte a sul do país e das ilhas. Com usos, costumes e tradições candidatos a esta edição do concurso estão representados os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas e Vila de Rei. Nos concelhos limítrofes também Chamusca e Ponte de Sor apresentaram candidaturas.

Este domingo, dia 7 de junho, serão apresentados num programa em direto, na RTP1, os sete patrimónios eleitos de cada região, no total de 140 finalistas regionais, que irão participar nas eliminatórias seguintes.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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