“A não ter havido ‘malandrice’ por parte da Celtejo, só pode haver uma inadmissível incúria por parte do Governo”, acusa a ACRÉSCIMO – Associação de Promoção ao Investimento Florestal após ter tido conhecimento dos resultados das análises realizadas junto de unidades fabris da indústria papeleira em Vila Velha do Ródão, relacionadas com os casos de poluição no rio Tejo.
Num comunicado enviado à Comunicação Social, a ACRÉSCIMO sublinha que “o ministro do Ambiente reconhece a possibilidade de não ter havido uma ‘malandrice’ por parte da empresa produtora de pasta celulósica sediada em Vila Velha do Ródão. Todavia, a não ter havido ‘malandrice’ por parte da empresa do grupo Altri, com a alteração à Licença Ambiental ocorrida em maio de 2016, apesar dos relatos de poluição no rio Tejo desde 2015, só se pode concluir pelo incumprimento de obrigações fundamentais por parte do Governo”, refere o documento.
Segundo a ACRÉSCIMO, “a alegada redução de caudais no rio Tejo não é mais do que um expediente do Governo, para escamotear os relatos de derrames no rio, identificados desde 2015. A situação anterior a maio de 2016 ficou bem identificada. Ou seja, ao contrário de travar os efeitos que estavam na origem de tais relatos, o governo contribuiu para acelerar os efeitos nefastos da atividade da indústria papeleira”, frisa a associação.
Para a ACRÉSCIMO, “as situações protagonizadas pelos ministros do Ambiente e da Agricultura só podem ser interpretadas como atos servis ao poder financeiro da indústria papeleira. No Tejo e no território o preço a pagar é alto e não ficará a cargo da indústria papeleira”, lê-se, a concluir, no comunicado.
