A secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Fontoura Gouveia, esteve esta sexta-feira, dia 12 de janeiro, no Tagusvalley – Parque de Ciência e Tecnologia, em Alferrarede, para uma sessão de discussão e reflexão sobre a Zona Livre Tecnológica (ZLT) de Abrantes. Segundo a governante, através da ZLT “podemos em Abrantes criar um polo de excelência à escala europeia e global na área das energias renováveis”.
Em nota alusiva à sessão, partilhada pela MédioTejo21 – Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul na sua página da rede social Facebook, refere-se que a secretária de Estado considera que através da ZLT “podemos em Abrantes criar um polo de excelência à escala europeia e global na área das energias renováveis”.
Refira-se que a Zona Livre Tecnológica de Abrantes “decorre do processo de transição justa em curso no âmbito do encerramento da central termoelétrica a carvão do Pego e pretende contribuir para a diversificação, modernização e reconversão da economia da região”.
Acrescenta mesma nota que a iniciativa foi promovida e organizada pela Secretaria de Estado da Energia e Clima, enumeram-se diversas intervenções, quer do presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, da Secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Fontoura Gouveia, bem como de Maria João Rodrigues, adjunta da Secretaria de Estado da Energia e Clima, que fez o enquadramento da ZLT de Abrantes, e Paulo Partidário, da Direção-Geral de Energia e Geologia, que abordou as zonas de delimitação da ZLT e o âmbito técnico e científico. Já Pedro Almeida Fernandes, da Endesa, apresentou a zona piloto de investigação e inovação da Endesa em Abrantes.
A criação da ZLT de Abrantes “está prevista no Decreto-Lei nº 15/2022, de 14 de janeiro, que veio estabelecer a organização e o funcionamento do Sistema Elétrico Nacional, estabelecendo que esta se destina a projetos de inovação e desenvolvimento para a produção, armazenamento e autoconsumo de eletricidade a partir de energias renováveis”.
Para esse efeito foi criado um Grupo de Trabalho para a Constituição da Zona Livre Tecnológica de Abrantes, pelo Despacho nº 10228/2023, de 4 de outubro, com o objetivo de concretizar a sua operacionalização. Está prevista a dinamização de “atividades de teste e experimentação de tecnologias, produtos e serviços que irão determinar a viabilidade de soluções inovadoras”, crendo-se que a ZLT de Abrantes “será um polo de atração de talento e de empresas, nacionais e internacionais”.
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Quanto ao Grupo de Trabalho para a Constituição da Zona Livre Tecnológica de Abrantes, indica a Médiotejo21, é constituído por dois representantes do gabinete da secretária de Estado da Energia e Clima; um representante da Direção-Geral de Energia e Geologia; um representante do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, e um representante da Agência Portuguesa do Ambiente.
Além disso, o grupo de trabalho integrará mediante convite um representante de outras entidades nacionais e regionais, caso da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, Centro de Biomassa para a Energia, Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, MédioTejo 21 – Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul, Instituto Politécnico de Tomar/Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, e Associação Portuguesa de Energias Renováveis.




