Foto: DR

O primeiro ninho de vespa velutina, ou vespa asiática, foi encontrado e neutralizado esta terça-feira, dia 27 de agosto, na freguesia de Bemposta, com um ninho de grandes dimensões detetado no meio de um eucaliptal e que configura o primeiro caso sinalizado na zona mais a sul do concelho de Abrantes. Para a Coordenadora Operacional Municipal (COM) da Proteção Civil de Abrantes, o ninho agora encontrado na zona de Água Travessa/Bemposta significa que a vespa continua a expandir-se para sul dentro do território nacional, estando a vespa asiática sinalizada em todo a área do concelho de Abrantes.

“Desde o início do ano detetámos 27 ninhos de vespa asiática, com a ajuda da população, que nos vai alertando, sendo que hoje foram detetados dois ninhos, um deles na Atalaia do Souto, no norte do concelho, e este de Bemposta, que é o primeiro registo na zona mais a sul do concelho, e que é revelador de que a vespa continua a expandir-se para sul do território”, disse Maria Inês Mariano.

Segundo a COM, os ninhos de vespa asiática têm sido detetados em 90% das freguesias do concelho, nomeadamente na linha do rio Tejo e da albufeira de Castelo do Bode, tendo o de Bemposta sido o primeiro encontrado na zona mais a sul do território, num local ermo, no meio de um eucaliptal.

Manuel João Alves, presidente da junta de freguesia de Bemposta, disse ao mediotejo.net que o ninho foi encontrado na Herdade das Tojeiras de Cima, na zona de Água Travessa, a poucos quilómetros do limite da fronteira entre os municípios de Abrantes e de Chamusca, tendo relatos de muitos mais avistamentos, sobretudo por apicultores e populares.

“Este ninho estava em cima de um eucalipto, a cerca de 15 metros de altura, e era de grandes dimensões, tendo sido encontrado depois dos apicultores verem as vespas a atacarem as colmeias e as abelhas, sendo estas vespas causadoras de destruição das abelhas e da respetiva atividade económica associada à atividade”, notou.

“É um problema novo na Bemposta e muito preocupante”, disse ainda o autarca, que apelou a que qualquer avistamento de um ninho que possa parecer ser de vespa asiática seja imediatamente reportado às autoridades.

Igual apelo fez Maria Inês Mariano, tendo referido que a Proteção Civil “atua sempre que confirmada a presença de um ninho de vespa asiática”, e feito o alerta de que um qualquer avistamento requer um afastamento imediato das proximidades do ninho de vespa asiática, e o alerta imediato às autoridades”.

Ninho de vespa asiática detetado em Bemposta (Abrantes) significa que a vespa continua a expandir-se para sul. Foto: DR

Vespa asiática ou velutina – Informações úteis:

Em caso de avistamento da vespa velutina observe se existem sinais de ninho em redor.

Se detetar ninhos de vespa asiática, contacte as autoridades competentes e siga à risca as indicações.

A deteção ou a suspeita de existência de ninho ou de exemplares de Vespa velutina deverá ser comunicada através de um dos seguintes meios:

– contactar a GNR, através da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520). Neste caso o observador será informado do procedimento a seguir para a efetiva comunicação da suspeita;

– contactar os serviços municipais de proteção civil ou a junta de freguesia mais próxima do local de deteção/suspeita. O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) só atua após a confirmação da localização do ninho de acordo com o descrito no “Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal”.

– Em caso de presença de ninho suspeito, deverá ser feito o registo no portal Plataforma SOS Vespa (http://www.sosvespa.pt/web).

A destruição dos ninhos deve ser feita por técnicos habilitados para limitar a sua dispersão.

Em caso de picada deve deslocar-se imediatamente à unidade de saúde mais próxima.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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