Vítor Moura, vereador eleito pelo PSD na Câmara Municipal de Abrantes, alertou em reunião de executivo para a necessidade de criar uma casa mortuária na cidade, tendo defendido a urgência em promover um “sítio confortável e digno para nos despedirmos dos nossos entes queridos”. Igrejas e capelas são os locais onde usualmente decorrem os velórios na cidade.
O vereador chamou à atenção para o facto de “as igrejas não estarem preparadas para isso, não foram feitas para isso e não são adequadas, e no século XXI então muito menos”, lembrando que “estamos num estado laico, onde muita gente não é católica e também tem direito a despedir-se dos seus entes queridos”.
Notou, ainda, nunca ter ouvido falar deste tema, mas assumiu ser vereador “há pouco tempo”. Sublinhou que a criação de uma casa mortuária “é uma coisa que urge dotar Abrantes”.
O presidente de Câmara, por seu turno, respondeu ao vereador da oposição que “há muitos meses”, e que desde o início deste mandato, que tem vindo “com quem de direito nestes domínios, e assumindo a responsabilidade da parte do município e da parte pública, a encontrar soluções para esta questão”.
“Precisamos de uma casa mortuária. Aquelas que temos vindo a utilizar, quer a Igreja da Santa Casa da Misericórdia, quer a Capela de Sant’Ana, e todas as outras, como a Igreja de Chainça, a Capela de São José no Rossio ao Sul do Tejo… entendemos que a cidade deve ter uma nova casa mortuária”, disse o edil.
O autarca garantiu que se está a trabalhar para tal. “Sei que se está a iniciar um projeto, quem tem essa responsabilidade e ficou com essa incumbência, em articulação com a autarquia”, revelou Manuel Jorge Valamatos.
