Foto: mediotejo.net

Este investimento foi possível graças a candidatura no âmbito do programa comunitário CENTRO 2020, num aviso para Infraestruturas Tecnológicas da Região Centro, num processo conduzido pela Agência Nacional de Inovação relativamente a Parques de Ciência e Tecnologia e equivalentes.

Com esta nova infraestrutura para albergar novas empresas e negócios, pretende-se dar oportunidade de acolhimento empresarial na região, permitindo que os empresários possam dar queimar etapas antes de se lançarem ao mercado por sua conta e risco.

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Os aceleradores de empresas estão destinados “a acolher empresas externas de base tecnológica ou para integração de empresas oriundas do INOV.POINT Centro de inovação, incubação e desenvolvimento de empresas, instalado no TAGUSVALLEY”.

Este é o culminar de uma expetativa há muito aguardada para este espaço, dada a evolução do parque ao longo das últimas décadas, a par da evolução da situação empresarial e modelos de negócio.

“Ao longo dos anos fomos percebendo que havia esta necessidade e esta falha em termos de disponibilidade. Temos aqui contacto com empresas que estão no início e precisam de um espaço limitado ou de coworking, e a incubação é suficiente para avançar com a ideia de negócio. Mas depois, quando estas empresas crescem e precisam, por várias razões, de mais espaço e acelerar o seu modelo de negócio para ter mais espaço quer para mais pessoas, quer para mais equipamentos, ou empresas que mesmo não estando incubadas nos vão contactando no sentido de tentar encontrar um espaço com estas caraterísticas”, referiu Ana Paula Grijó, presidente da direção do TAGUSVALLEY, que integrava a comitiva na visita à obra juntamente com Pedro Saraiva, diretor-executivo deste Parque de Ciência e Tecnologia, a par do presidente de Câmara de Abrantes e vereadores do executivo municipal.

Trata-se de três módulos de aceleradores de empresas, de 286 m2 cada um, num edifício amplo, que as empresas poderão depois adaptar consoante as suas necessidades. Cada empresa poderá estabelecer-se em apenas um ou mais, consoante a necessidade e após análise pelo TAGUSVALLEY. Cada edifício de acelerador de empresa tem licenciamento para uso industrial.

Fomentar o empreendedorismo e acolhimento empresarial, promover a inovação e o desenvolvimento tecnológico das empresas a par do desenvolvimento de investigação aplicada, em setores como o alimentar, metalomecânica, tecnologias de informação e energia, são os princípios que norteiam a evolução do Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes, localizado em Alferrarede.

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, esteve presente na visita, lembrando que há 15 anos se pensa em avançar com estes edifícios, referindo ser motivo de orgulho o facto de o TAGUSVALLEY ter condições para as empresas crescerem e consolidarem a atividade dando entrada no mercado.

O edil acrescentou que estes processos demoram o seu tempo, até porque envolvem investimentos avultados que carecem de procura de financiamento por via de candidaturas a fundos comunitários. Lembrou o facto de o projeto para instalação da nova Escola Superior de Tecnologia de Abrantes ter tido luz verde do Governo, estando prevista a sua implementação num dos pavilhões do Parque de Ciência e Tecnologia e valorizando esta proximidade.

Pedro Saraiva, diretor executivo do TAGUSVALLEY, Manuel Jorge Valamatos, autarca da CM Abrantes, e Ana Paula Grijó, presidente da direção do TAGUSVALLEY. Foto: mediotejo.net

“Todo o investimento que tem de ser feito também tem de servir algo com dimensão, com pujança (…) Este é um elemento queremos ver replicado. Queremos procurar os enquadramentos financeiros para o fazer”, notou, anunciando que o próximo projeto passa pela construção de mais sete aceleradores de empresas.

Manuel Jorge Valamatos realçou as grandes expetativas de crescimento do parque, com a instalação da nova ESTA, além da questão da energia que assume particular importância com o novo projeto da Endesa para a Central do Pego, cujas perspetivas de futuro na região “alimentam a esperança de continuar a trabalhar na inovação, tecnologia e na ciência”.

“Este pavilhão aparece na altura certa, num momento importante de desenvolvimento do nosso território”, concluiu o autarca.

Acontece que as manifestações de interesse por parte de empresas para se instalarem no edifício são superiores à capacidade do edifício, situação que releva a necessidade de investimento na construção dos restantes aceleradores previstos para lotes contíguos, com o intuito de procurar financiamento comunitário para tal.

Manuel Jorge Valamatos aponta para os lotes que se seguirão para o nascimento de mais aceleradores de empresas no futuro. Foto: mediotejo.net

“Fomos surpreendidos, pela positiva, porque as empresas foram fazendo essa manifestação de interesses, quer sejam empresas que já estão na incubadora do TAGUSVALLEY, quer sejam novas empresas externas que conhecem o Parque”, referiu Ana Paula Grijó.

A presidente da direção notou que, durante a pandemia, os parques de tecnologia em zonas urbanas tiveram perda de empresas incubadas, situação que teve o efeito inverso no Parque de Ciência e Tecnologia, em Alferrarede, que teve ainda um acréscimo significativo da procura do coworking. Atualmente contam-se cerca de duas dezenas de trabalhadores neste espaço de cowork.

Existe um regulamento que prevê um prazo limitado da cedência do espaço às empresas, que se adequará conforme a atividade, evolução e necessidades de cada empresa. No caso das empresas incubadas há um prazo de 4 + 2 anos.

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Ana Paula Grijó salientou as mais-valias de as empresas procurarem integrar-se no TAGUSVALLEY, referindo que permite a entrada num ecossistema com acesso aos serviços que o parque disponibiliza, estando ao lado dos laboratórios, a proximidade e contacto com a Escola Superior de Tecnologia no sentido de permitir a formação e aquisição de competências, além da proximidade do Centro de Emprego e da zona industrial. “Todo este ecossistema está ao dispor das empresas”, sublinhou.

“A construção dos edifícios de aceleradores de empresas suprime uma falha de mercado na região do Médio Tejo, dando resposta à forte procura por edifícios polivalentes para instalação de empresas de base tecnológica que necessitam de espaços industriais/áreas de serviços próximos das principais redes viárias (A1, A13, A23, IC9 e EN2) e ferroviárias (Entroncamento, Abrantes) nacionais”, menciona o direção do Parque de Ciência e Tecnologia.

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A empreitada tem um prazo de 12 meses e o valor adjudicado foi de cerca de 451 mil euros, sendo a empresa TECNORÉM – ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES, S.A. a responsável pela obra. O contrato foi assinado com a empresa a 4 de maio de 2021. Do investimento total 85% foi comparticipado pelo Programa Operacional Regional CENTRO 2020.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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