Reunião de Câmara Municipal de Abrantes

Vários parques infantis da cidade de Abrantes foram vandalizados, atos que levaram ao seu encerramento. A situação foi levantada pelo vice-presidente João Gomes durante a reunião de Executivo camarário, esta terça-feira, 10 de julho. O autarca lamenta os atos de vandalismo em espaço público, referindo colocarem em causa o bem estar das crianças bem como o “dinheiro dos contribuintes que a Câmara tem de investir na recuperação” dos equipamentos para a comunidade.

A Câmara Municipal de Abrantes lamentou esta terça-feira os atos de vandalismo que têm ocorrido em diversos parques infantis da cidade, com maior gravidade em três. O vice-presidente João Gomes refere o “investimento nos equipamentos, dotando os parques infantis de todas as condições de segurança para as crianças, disponibilizando-os à comunidade” alertando para o “investimento na recuperação com dinheiro público” sempre que os parques têm de ser intervencionados.

João Gomes exemplificou com o parque infantil do Jardim da República “intervencionado há três semanas, na véspera das Festas da Cidade, deixando o espaço completamente adequado às crianças e passadas duas semanas tínhamos o parque completamente vandalizado”.

Explica que os danos causados “não decorrem do uso das crianças” uma vez que foram verificadas “peças metálicas danificadas e outras situações graves, com manifesta intenção de degradar o equipamento” lamentou.

Na sequência dos atos de vandalismo, os parques infantis que não ofereciam segurança “encontram-se encerrados” no sentido de serem intervencionados. “Não queremos correr o risco de ocorrer algum acidente com alguma criança no uso daqueles equipamentos”.

O autarca lembrou trata-se de espaço público, de equipamentos para a comunidade, referindo ainda o “dinheiro que é de todos nós que a Câmara tem de investir na recuperação” dos equipamentos para “de seguida alguns danificarem”, situação a que “estaremos atentos”, garantiu.

João Gomes quis ainda passar a mensagem de preservação dos bens públicos. A comunidade “tem de trabalhar connosco nesse sentido e ser paciente. Tentaremos que as obras decorram com a maior brevidade possível”.

E os casos “mais graves” situou-os “na malha urbana” no Aquapolis Norte, no Jardim da República e em São Lourenço, acrescentando que o parque infantil de Concavada, na União de Freguesias de Alvega e Concavada, encontra-se neste momento a ser intervencionado.

Durante a reunião de Executivo os vereadores da oposição abordaram, igualmente, algumas situações do concelho. Armindo Silveira, do Bloco de Esquerda, alertou para o perigo de sinistralidade nas entradas de Arreciadas e São Facundo. Referiu ainda a necessidade de requalificação da estação ferroviária de Abrantes e do Centro Coordenador de Transportes, considerando “importante” estabelecer um calendário para o Plano de Intervenção no sentido de “dar uma resposta” aos munícipes.

Sobre o Centro Coordenador de Transportes, João Gomes garante querer ter o projeto de intervenção encerrado até setembro e relativamente à estação ferroviária de Rossio ao Sul do Tejo explicou ser “da responsabilidade das Infraestruturas de Portugal”.

Por seu lado, o vereador social democrata, Rui Santos, levou a reunião de Câmara a questão do serviço de Urgência do Hospital de Abrantes. Referiu que o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse na Comissão de Saúde no Parlamento que “a urgência do Hospital de Abrantes é a pior do País” situação que se resolverá com obras, questionando o vereador: “Para quando essas obras?”. Em resposta, João Gomes disse que a CMA acompanha o processo, irá continuar a manifestar a sua preocupação e solicitar informações sobre a realização de obras no serviço de Urgência no Hospital Dr. Manoel Constâncio.

Rui Santos considerou ainda “muito grave” a discrepância entre o número de enfermeiros considerado necessário para o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, na ordem dos 150, e o número avançado pelo presidente do concelho de administração do CHMT, Carlos Andrade, que se situa nos 58.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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