A Câmara Municipal de Abrantes acompanha com “preocupação e indignação” a situação de extrema poluição verificada nas últimas horas no Rio Tejo, no território do concelho de Abrantes.
Num comunicado enviado à Comunicação Social a Câmara considera a “situação assustadora e inqualificável”, salientando o seguinte:
“Relativamente aos parâmetros da cor, do cheiro e da formação de espuma espessa no rio, NÃO SE VERIFICAM EXCLUSIVAMENTE NO TERRITÓRIO DO CONCELHO DE ABRANTES. VERIFICA-SE A MONTANTE.
A formação de espuma espessa na água é sempre mais visível no açude de Abrantes e na zona de Alvega porque, naturalmente, nas quedas de água a espuma é sempre mais potenciada.
Não dispomos de informação oficial sobre a origem do nível de poluição verificado.
Aguardamos mais informações das entidades competentes, relativamente ao resultado das amostras da água.
Informamos que no âmbito das ações de inspeção que estão hoje a acontecer em toda a região do Tejo, devido à poluição extrema verificada – realizadas por técnicos da IGAMAOT – foram realizadas inspeções às ETAR’s do Pego e da Fonte Quente.
A Câmara Municipal de Abrantes, na defesa das populações ribeirinhas e do ecossistema associado a este tão importante recurso nacional, tem acompanhado esta situação ao longo dos últimos anos.
Refutamos esta poluição, e queremos fazer também prova disso, pelas démarches que temos vindo a fazer, nomeadamente junto do governo para ultrapassar esta questão. Temo-lo feito institucionalmente, através do órgão Câmara Municipal de Abrantes, mas também através da CIMT (Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo). Temos sido parte ativa com
contributos e manifestação de quereremos fazer parte das soluções, através da presença na Comissão de Acompanhamento sobre a Poluição no Rio Tejo
Este é um problema que não é apenas do território de Abrantes.
É um problema nacional.
Sob pena de perdermos um grande ativo nacional que é o rio Tejo, urgem soluções efetivas e concretas e informação rigorosa sobre o que está a ser feito”.
