Abrantes analisa e debate impactos da covid-19 na saúde mental. Foto: mediotejo.net

Os impactos que a pandemia Covid-19 e o isolamento provocaram na saúde mental das crianças, jovens, pessoas adultas e idosos estão até esta quinta-feira em análise e debate em Abrantes, no âmbito das Jornadas Sociais deste ano. Aumento de crises de ansiedade e pânico e comportamentos suicidários são consequências efetivas da pandemia na população e afeta todas as faixas etárias, sendo importante saber identificar e não desvalorizar os sinais.

O evento anual organizado pela Câmara Municipal de Abrantes, começou esta quarta-feira e está a reunir até quinta-feira no Edifício Pirâmide vários agentes sociais, profissionais, parceiros da Rede Social e a comunidade em geral para analisar e debater o tema do impacto da pandemia na saúde mental e definir estratégias para ir ao encontro de respostas a um problema que a todos afeta, de um modo mais ou menos percetível. Certo é que os casos encaminhados para o Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise do INEM na faixa etária até aos 19 anos estão 50% acima de 2019, segundo dados recentemente publicados, sendo importante procurar ajuda, além de planear uma resposta a nível local e nacional.

O início dos trabalhos contou com uma intervenção do presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, que abordou a temática em análise, num dia em que Portugal ultrapassou a barreira dos três mil novos casos de covid-19, seguindo-se o primeiro painel que abordou o impacto da pandemia na saúde mental dos jovens e crianças. A sessão contou com a participação da vereadora da Ação Social, Raquel Olhicas.

VIDEO | PRESIDENTE MANUEL JORGE VALAMATOS E VEREADORA RAQUEL OLHICAS:

Com transmissão em direto nas redes sociais do município de Abrantes, as jornadas prosseguem na manhã desta quinta-feira, dia em que estará em análise o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas adultas e idosas.

A sessão de encerramento estará a cargo da vereadora da Ação Social, Raquel Olhicas, às 12:30, que apresentará as conclusões a reter das jornadas sociais deste ano.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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