Foto: DR

A tertúlia “Cais de Encontro” acontece quinzenalmente em Sardoal (1ª terça feira do mês, no Centro Cultural Gil Vicente) e Abrantes (3ª terça feira do mês no edifício Sr. Chiado, em Abrantes).

Trata-se de “um espaço de encontro entre pessoas daqui e dali, com preocupações sociais, ambientais, culturais, filosóficas e outras. As sessões pretendem envolver todos os participantes a pensar e refletir questões do indivíduo e, consequentemente, da sociedade, informalmente, na primeira pessoa ou através da voz de um convidado, do texto de um escritor, jornalista, poeta ou outros, da música de um compositor ou executante, da fotografia de um fotógrafo ou apreciador desta arte, de uma tela ou do seu pintor, etc.
Porque é um imperativo retomar o lugar de encontro, e que todos os lugares de encontro possam ser cais de chegada ou partida para o mundo”, refere a associação Palha de Abrantes.

Na edição desta terça-feira, dia 15 de novembro, a conversa vai desenrolar-se em torno de “Infocracia”, obra de Byung-Chul Han, pela tradução de Ana Falcão Bastos. Este conceito e a forma como é desenhado pelo autor estará no centro do encontro, dando o mote para a partilha e reflexão sobre a temática da nova era da digitalização, da disseminação e partilha de informação e o papel preponderante dos media na formação da opinião pública.

Byung-Chul Han nasceu em Seul, em 1959, onde estudou Metalurgia. No final dos anos 80, deslocou-se para a Alemanha, apesar de desconhecer a língua do país. Estudou Filosofia na Universidade de Friburgo e Literatura Alemã e Teologia na Universidade de Munique. Em 1994, doutorou-se naquela universidade com uma tese sobre Martin Heidegger. Atualmente ensina Filosofia na Universidade das Artes de Berlim, depois de ter ensinado Filosofia e Teoria dos Meios de Comunicação na Escola Superior de Desenho de Karlsruhe, onde teve como colega Peter Sloterdijk, com quem manteve algumas polémicas.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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