Um grupo organizado de alunos da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, de Abrantes, – Movimento dos Alunos do Liceu (M.A.L.) – anunciou a realização de uma greve e manifestação na quinta-feira, às 8:30, face aos cortes na contratação de pessoal não docente para os agrupamentos.
Em comunicado, os alunos referem que “esta medida levou já ao encerramento da biblioteca escolar”, tendo ainda destacado “a falta de água quente nos balneários, que levou a direção do agrupamento a suspender a prática de Educação Física, a erosão de barreiras que caiem diretamente na pista de atletismo da escola, a existência de fissuras no chão de um campo desportivo situado no topo de uma das barreiras, a existência de pelo menos cinco salas sem portas, a falta de equipamentos tecnológicos (como computadores e video-projetores) e a impossibilidade imposta pela empresa Parque Escolar para a resolução destes problemas”, como principais motivos para a realização desta iniciativa de protesto.
O M.A.L. “surgiu num contexto de indignação por parte de alguns alunos do secundário da Escola Dr. Manuel Fernandes face aos problemas que têm vindo a ser registados desde o fim das obras de requalificação da nossa escola”, referiu ao mediotejo.net João Morgado, aluno do 11º ano que, a par de Constança Diogo (11º), Carolina Oliveira (12º), Nuno Medrôa (12º), Adriana Lopes (12º), Mariana Loureiro (12º). Filipa Neto (12º) e Carlota Madureira (12º) dinamizam a ação de protesto.
“Custa-nos faltar às aulas mas entendemos que as mesmas devem ser justificadas e alvo de tolerância quando são dadas por um bem maior e, neste caso, são justificadas porque se integram numa ação a bem do coletivo”, defendeu Morgado.
“Não é ambiente escolar que se admita numa escola requalificada recentemente e que é quase nova”, rematou.
