O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), anunciou um acréscimo de 163 alunos na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), em comparação com o mesmo período do ano letivo anterior. A informação foi questionada pela vereadora do PSD, Ana Oliveira, que pediu dados mais concretos sobre a evolução das colocações e sobre o efeito da mudança de designação do Instituto Politécnico de Tomar para Universidade Politécnica de Tomar.
Na intervenção inicial, Valamatos considerou o aumento expressivo e afirmou que o número confirmava a evolução que o município tem vindo a acompanhar.
Ana Oliveira pediu ao presidente que concretizasse a afirmação, feita durante a Assembleia Municipal, de que a nova designação poderia dar maior relevância à escola superior de Abrantes e contribuir para a sua atratividade, tendo questionado o que muda com a passagem de instituto politécnico a universidade politécnica.
A vereadora chamou também a atenção para a existência de cursos que, após a segunda fase de colocação, continuavam sem alunos colocados, destacando Engenharia Mecânica e Computação e Logística, áreas que considerou relevantes para o tecido empresarial do concelho e pediu que o executivo explicasse de onde vinha o aumento anunciado e como se conciliava esse crescimento com a falta de colocações em determinados cursos.
Valamatos defendeu que a designação “universidade” pode reforçar a marca e a perceção pública da instituição, contribuindo para a captação de estudantes. Na sua perspetiva, o nome pode influenciar as escolhas dos alunos e das famílias, num contexto em que a atratividade das instituições de ensino superior é importante.
O presidente sustentou que a questão não se limita à marca. Na sua leitura, a designação universitária pode estar associada a um conjunto mais alargado de competências, nomeadamente ao nível de mestrados e doutoramentos, reforçando a competitividade das instituições. Referiu ainda a possibilidade de aprofundar a cooperação entre estruturas de ensino superior, respeitando a história e a identidade de cada uma.
Quanto aos números e aos cursos sem colocações, o Manuel Jorge Valamatos reconheceu que teria de pedir informação à Universidade Politécnica de Tomar, entidade que gere a escola e os respetivos cursos.
Explicou que, historicamente, Engenharia Mecânica costuma registar poucas colocações nas primeiras fases, mas que as vagas acabam por ser preenchidas posteriormente, incluindo por estudantes internacionais. Ressalvou, contudo, que precisava de confirmar os dados concretos.
