Enfermeiros do hospital de Abrantes do CHMT usam férias para ação solidária em Moçambique. Foto: CHMT

Dois anos depois de trabalho intensivo na luta contra a pandemia, três enfermeiros do hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), decidiram usar 15 dias de férias para uma ação humanitária em Moçambique em prol de crianças desfavorecidas, um gesto que dá ânimo e esperança à sociedade e onde a recompensa será o sorriso destas crianças.

José Carlos Catarino, enfermeiro do Serviço de Medicina Intensiva da Unidade de Abrantes, a sua esposa, Paula Elias, que trabalha na enfermaria de Medicina II, e Manuela Gaspar, enfermeira do bloço operatório no mesmo hospital, são três profissionais de saúde do CHMT que têm estado na linha da frente no combate à pandemia ao longo dos últimos dois anos, prestando assistência aos doentes infetados pela COVID-19.

A informação é avançada pelo gabinete de comunicação do CHMT, que dá conta que, durante este mês de março, “estes três “guerreiros” decidiram tirar 15 dias de merecidas férias e escolheram a cidade de Chimoio”, no interior de Moçambique.

“Mas o verbo ajudar, nas suas vidas, nunca arruma as malas”, e a solidariedade acabou por carimbar o passaporte para uma viagem com espírito de missão, em prol das crianças mais desfavorecidas.

Nestas últimas duas semanas, os três enfermeiros do CHMT embarcaram numa grande aventura e têm contribuído, no terreno, para programas de desenvolvimento social da TheBigHand.org, uma organização não-governamental para o desenvolvimento que promove o bem-estar das crianças que vivem em condições desfavoráveis, com especial atenção para as meninas órfãs, garantindo o seu acesso à educação, cuidados de saúde e nutrição, a água e saneamento básico.

Os enfermeiros do CHMT estão neste momento a dar apoio a uma operação de vacinação de crianças em idade escolar, e também a ajudar a remodelar o berçário para os mais pequenos terem um espaço mais colorido e confortável para aprender a ler e a escrever.

Como a saúde é a sua vida, levaram na bagagem diversos materiais para ajudar um apetrechar um posto clínico e ministrar formação em primeiros socorros, refere o CHMT.

“Tal como na sua profissão, e sempre que estão ao serviço no CHMT, estas são pessoas que não descansam enquanto não fizerem a diferença. E por isso lhes somos gratos”, sublinha a instituição hospitalar, presidida por Casimiro Ramos.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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