A Endesa, em parceria com a ISQ Academy, abriu até 19 de junho as inscrições para o curso de Técnico de instalações elétricas e fotovoltaicas – autoconsumo, com vista à promoção do desenvolvimento económico e a criação de emprego na região de implantação do Projeto de Transição Justa que envolve a Central do Pego. O curso, que será ministrado de 21 de junho a 18 de julho, é gratuito, é dada prioridade a residentes, pessoas em situação de desemprego e mulheres.
Segundo as entidades envolvidas prevê-se a realização de oito edições, “duas em 2023; quatro em 2024 e duas em 2025) com capacidade para 25 pessoas por edição, dirigido a toda região de implantação do Projeto de Transição Justa do Pego numa primeira fase, estando prevista a sua extensão a outros municípios (a designar oportunamente)”.
Na informação enviada é ainda indicado que “será dada prioridade a residentes, pessoas em situação de desemprego e mulheres”, não sendo necessário nenhum requisito prévio para frequentar o curso.
Arrancando a formação a 21 de junho, decorrerá de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h, nas instalações da Junta de Freguesia do Pego, localizadas na Rua Horta do Cano 134, 2205-308 Pego, Abrantes.
O programa formativo será composto pelos seguintes módulos: Eletricidade Geral – Fundamentos (30h), Instalações Elétricas e Fotovoltaicas – Regras Técnicas (30h), Tecnologia Fotovoltaica (PV) e Aplicações (70h), Saúde e segurança em instalações elétricas (20h), Componente teórica (T): 80h; Componente prática (P): 70h.

“Os candidatos selecionados terão acesso a uma formação teórica e prática, que os vai capacitar e prepará-los para enfrentar os desafios do setor energético”, refere a empresa.
As inscrições decorrem online em https://freeonlinesurveys.com/s/qmKNnadH
Para mais informações contactar deve contactar-se o email [email protected]
Refira-se que este curso integra o Plano de Formação da Endesa, que “reafirma o compromisso da empresa em impulsionar o desenvolvimento económico e social da região de implantação do Projeto de Transição Justa do Pego”.
“Com este curso, a Endesa oferece uma oportunidade de aprendizagem de alta qualidade, capacitando os participantes com conhecimento, teórico e prático, essenciais no setor de instalações elétricas e fotovoltaicas. Os candidatos que completarem com sucesso o curso receberão uma certificação profissional, certificada pela Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), reconhecendo as suas competências e formação na área das instalações elétricas e fotovoltaicas”, pode ler-se em comunicado.
A Endesa elaborou um Plano Global de Formação, que permitirá a reciclagem profissional, abrindo também a possibilidade de futuros empregos para os desempregados da Região. Este Plano Global de Formação inclui cursos que vão desde a construção e instalação de centrais solares, à operação e manutenção de centrais renováveis. Adicionalmente, inclui atividades do setor primário, uma vez que estas vão passar a fazer parte da atividade de todas as instalações da Endesa, que vão integrar agricultura ou Apicultura entre os painéis. Também estão incluídos cursos de competências transversais, na área de gestão e tecnologia.
As iniciativas do Plano Global de Formação destinam-se principalmente aos habitantes da Região de implantação do Projeto de Transição Justa do Pego, sendo dada prioridade de acesso a residentes, pessoas em situação de desemprego e mulheres.

Esta formação é considerada “essencial na abordagem aos novos projetos de energias renováveis da Endesa na região, pois será necessária mão-de-obra qualificada”, recorda a empresa, lembrando o compromisso de “criar 75 postos de trabalho diretos permanentes, recorrendo prioritariamente a mão-de-obra de antigos trabalhadores da Central do Pego”.
Recorde-se que a Endesa obteve, em 2022, um direito de ligação à Rede Elétrica de Serviço Público (RESP) de 224 MVA para a instalação de 365 MWp de energia solar, 264 MW de energia eólica, com armazenamento integrado de 168,6 MW e um eletrolisador de 500 kW para a produção de hidrogénio verde.
Com o encerramento da Central a Carvão, foi criado um Projeto de Transição Justa, “com um projeto economicamente sustentável que não depende de subsídios externos, e que representa um investimento da Endesa de 600 milhões de euros”.
A empresa compromete-se com o seu plano para a região a dinamizar projetos de desenvolvimento social e económico, e além de se comprometer com a criação de 75 postos de trabalho permanentes, definiu um Plano Global de formação e capacitação destinado aos residentes, e de apoio às PME, para que integrem os seus projetos na região.
