O debate do Orçamento de Estado para 2019 na área da Solidariedade e da Segurança Social foi a oportunidade para o deputado do PSD Duarte Marques apelar à intervenção do Ministro Vieira da Silva na “difícil e inédita situação que o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) atravessa”.

O parlamentar social-democrata, que alertou previamente o Gabinete do Ministro para a “importância e conteúdo desta interpelação”, pediu em particular que fosse autorizada de imediato a ativação do “Fundo de Socorro” da Segurança Social, que foi solicitado já em finais de 2017.

De salientar que o Grupo Parlamentar do PSD recebeu em audiência a Comissão de Trabalhadores do CRIA que entregou um Manifesto dos trabalhadores, que têm já salários em atraso, bem como um Memorando sobre a situação atual da instituição e propostas de solução paras atuais dificuldades.

Duarte Marques recordou que “estas instituições estão demasiado comprometidas com programas que dependem essencialmente de financiamento comunitário, o que as obriga a grandes adiantamentos de dinheiro que deveria ser responsabilidade do Estado.”

“Instituições como o CRIA dão respostas sociais em nome do Estado, mas são elas muitas vezes que adiantam o dinheiro para salários e outros encargos. Se não têm muita liquidez financeira ou atravessam períodos de alguma dificuldade a situação agrava-se ainda mais.” refere Duarte Marques.

Para o Deputado do PSD, importa criar uma menor dependência destes financiamentos comunitários que muitas vezes estrangulam a liquidez de instituições como esta.

Segundo Duarte Marques, “salvar o CRIA é um esforço que nos deve mobilizar a todos, sem partidarização ou aproveitamentos políticos, penso que isso se percebe pelo tom da minha intervenção”.

De registar que o Ministro Vieira da Silva iniciou a ronda de respostas aos deputados precisamente pela situação do CRIA de Abrantes levantada por Duarte Marques, revelando conhecer muito em detalhe a situação e mostrando-se disponível para ajudar a encontrar uma solução.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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