Os trabalhadores do município que se aposentaram foram também homenageados neste 14 de junho. Foto: mediotejo.net

Abrantes assinalou este domingo, 14 de junho, os 110 anos da sua elevação a cidade numa cerimónia marcada pelo reconhecimento do papel da comunidade, das instituições e dos trabalhadores que contribuem diariamente para o desenvolvimento do concelho. Na cerimónia oficial, que se realizou no Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida, e perante representantes institucionais, associações e convidados, o presidente da Câmara destacou o papel central das pessoas na construção do território, com uma mensagem de unidade e orgulho coletivo.

 ”A todos os abrantinos – os que aqui nasceram e vivem, os que estão longe, mas mantêm a nossa terra no coração, e também aqueles que escolheram Abrantes para viver, para trabalhar, para estudar, e que se sentem parte da nossa comunidade –, hoje celebramos Abrantes, celebramos a nossa identidade, a nossa história e, acima de tudo, celebramos as nossas pessoas”, sublinhou Manuel Jorge Valamatos. 

Pouco antes tinha atribuído a Medalha de Mérito Municipal a seis instituições: Banco Alimentar Contra a Fome de Abrantes, o Centro Humanitário Abrantes/Tomar da Cruz Vermelha Portuguesa, o Grupo de Apoio de Abrantes da Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Liga dos Amigos do Hospital de Abrantes, o Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes e o Rotary Club de Abrantes.

“Todas existem para servir os outros e ajudam a construir uma comunidade mais solidária, mais humana e mais capaz de responder às dificuldades da vida”, frisou.

Foto: mediotejo.net

Também os trabalhadores do município que este ano completaram 25 anos de serviço, bem como os que se aposentaram, foram homenageados. Um gesto simbólico que comoveu muitos dos que subiram ao palco. “É um reconhecimento merecido pelo trabalho, pela dedicação e pelo contributo que dão todos os dias para construirmos um concelho melhor”, diria depois o presidente da autarquia. 

Na cerimónia assinalou-se a importância histórica do concelho, lembrando que vai muito além da data de elevação a cidade. “Somos herdeiros de uma comunidade construída ao longo de séculos, marcada por momentos decisivos da história nacional, por uma identidade muito própria e por uma relação profunda entre a comunidade e a sua terra”, destacou Valamatos.

Manuel Jorge Valamatos, na cerimónia que decorreu no Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida. Foto: mediotejo.net

“É uma história que vai muito além do que está nos livros ou mesmo preservado nos nossos documentos. Está na tradição, na memória e nos valores que passam de geração em geração, na forma como os abrantinos vivem a sua terra e no sentido de pertença que continua a unir a nossa comunidade. É por isso que o Dia da Cidade é o momento ideal para olharmos para aquilo que temos vindo a construir coletivamente, sempre enquanto concelho, para reconhecermos e afirmarmos com confiança o caminho de progresso que queremos continuar a construir”, disse.

“Celebramos hoje 110 anos de elevação de Abrantes a cidade, dos quais os últimos 50 anos foram vividos com poder local democrático. Uma das maiores conquistas de Abril e uma das forças que mais contribuiu para transformar o território. Com eleições em que o voto é secreto e o medo não é argumento. Falar de poder local democrático é falar de proximidade, é falar da capacidade que os municípios tiveram para transformar a vida das populações.”

“Somos um concelho grande, diverso, disperso e exigente, com freguesias muito diferentes, com identidades próprias e com necessidades que obrigam a uma visão do bem comum. Por isso, falar de Abrantes é falar da cidade, mas é também falar de todo o concelho. É falar das freguesias, das aldeias, dos bairros, das instituições, das associações, das empresas, das escolas, das famílias e das pessoas que, em cada lugar, fazem a nossa comunidade”, frisou.

Além da evocação do passado, o discurso apontou para o futuro: “Abrantes não pode viver apenas daquilo que realizou, tem de se preparar para o que vem a seguir com serenidade, com capacidade de diálogo e com atenção permanente às nossas pessoas.”

Uma cidade e um concelho, reafirmou, “constroem-se com uma visão integrada, capaz de ligar a educação, a saúde, a habitação, a economia e a qualidade de vida”.

Entre os vários projetos em curso, salientou os investimentos em equipamentos culturais, requalificação urbana e infraestruturas, e as iniciativas de apoio à habitação a preços acessíveis e à fixação de jovens no território.

É fundamental conseguir reter e atrair talento para progredir. Porque como sublinhou Valamatos, “a maior força de Abrantes continua a estar na sua comunidade e nas suas pessoas”.

As Festas de Abrantes assinalam anualmente o aniversário da elevação da então vila a cidade, ocorrida em 14 de junho de 1916, e são consideradas pelo município como o maior evento sociocultural do concelho.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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