José Diniz foi encarregado da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian nº 32 durante 30 anos. Créditos: Nuno Marçal

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou por unanimidade um voto de pesar pelo falecimento de José Diniz, dinamizador da biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian durante mais de 30 anos. Para perpetuar a sua memória, o presidente da autarquia disse que será atribuído o seu nome à Biblioteca Itinerante de Abrantes – BIA.

José Joaquim César da Cruz Diniz, nasceu na freguesia de S. João, em Abrantes, em 17 de setembro de 1933 e faleceu a 11 de janeiro de 2021, em Coimbra, com 87 anos.

Trata-se de uma figura incontornável da sociedade abrantina, homem da cultura, figura carismática que foi dinamizador da biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian durante mais de 30 anos, na segunda metade do século XX.

Na ocasião, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, anunciou que, por iniciativa de um grupo de cidadãos, a Câmara acolheu um conjunto de propostas que levarão a uma homenagem a realizar quando a situação pandémica o permitir, tendo adiantado que será atribuído o nome de José Diniz à Biblioteca Itinerante de Abrantes – BIA.

O voto de pesar recorda que no exercício das funções, trabalhou e conviveu com figuras máximas da intelectualidade portuguesa como Branquinho da Fonseca, António Quadros, Alexandre O’Neill ou Herberto Hélder.

Para além do amor que nutria à sua terra, facto sublinhado pelo Presidente da Câmara, a mensagem destaca a importância da sua atividade na Biblioteca Itinerante nº 32, a partir de 1963, que o tornou uma figura de referência nos concelhos de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Ponte de Sor, Gavião e, mais tarde, Constância, para sucessivas gerações de leitores.

Alguns são hoje notáveis portugueses, como José Luís Peixoto, de Galveias (Ponte de Sor) que afirma ser escritor devido à sua influência.

LEIA O VOTO DE PESAR

Sobre esta figura marcante da cultura na região na última metade do século XX, o jornal mediotejo.net escreveu um obituário que pode ler AQUI.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply