O vereador do BE na Câmara de Abrantes, Armindo Silveira, criticou hoje o encerramento do posto de saúde em São Miguel do Rio Torto e do não regresso dos médicos à União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós, medidas tomadas depois da abertura da Unidade de Saúde Familiar (USF) em Rossio ao Sul do Tejo, no início deste mês de fevereiro.
Em nota de imprensa, o vereador começa por dar conta que, “recentemente, abriu em Rossio ao Sul do Tejo a futura USF, à qual foi atribuído o nome de Beira Tejo”, um “equipamento que vem substituir o anterior posto de saúde, o qual já devia de estar encerrado há muitos anos”, defendendo que, assim, “profissionais e utentes ficam a ganhar, mas alguém fica a perder”.
“Com esta abertura, a 30 de janeiro, foi colocado um aviso no posto de saúde de S. Miguel informando que a partir de 2 de fevereiro os utentes seriam atendidos em Rossio ao Sul do Tejo na futura USF. Os utentes foram “batendo com o nariz na porta” tal a rapidez do encerramento. Considero este processo muito pouco transparente e uma inqualificável falta de respeito para com a população”, afirmou.
Para Armindo Silveira, “já o encerramento do posto de saúde de S. Miguel” é uma opção que considera “errada e altamente discriminatória, até tendo em conta as excelentes instalações físicas”, que “aumenta as assimetrias, as desigualdades, os encargos financeiros das familias e diminui a possibilidade de investimento nestes territórios”.
“Também o facto do executivo municipal de maioria PS não defender o regresso dos profissionais de saúde à União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós é uma opção inaceitável e que deve ser combatida por todos os meios ao nosso alcance”, defendeu.
O eleito bloquista lembra que “em fevereiro de 2018 foi aprovado por unanimidade uma moção, na Assembleia Municipal, recomendando que diversas instituições entre elas o Sr. Pr. da República, o Sr. Ministro da Saúde, ARS LVT, o ACES Médio Tejo (…) movessem diligências para que os cuidados de saúde primários fossem prestados nas freguesias que não têm esses serviços”.
“Posteriormente”, continua, “foi aprovado, por maioria e sem votos contra, moções do mesmo teor mas de âmbito local na UF de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo e na UF de São Facundo e Vale das Mós”, tendo dado conta ainda de “diversas intervenções feitas nas reuniões de Câmara e até, pelo menos, um comunicado de imprensa saiu”.
“Nunca ouvi nenhuma intervenção de algum vereador ou da vereadora da maioria a defender estas iniciativas, aliás, até ouvi o contrário na penúltima, defendendo que era um compromisso eleitoral. Mas não está escrito no programa eleitoral (pelo menos eu não li em nenhuma página) que iriam defender o encerramento do posto de saúde de S. Miguel, nem que abdicariam de defender a prestação de cuidados de saúde primários na Uf São Facundo e Vale das Mós”, observa.
Armindo Silveira concluiu, afirmando que, “se o novo Presidente da Câmara afirmou que as politicas iriam ser de continuidade, considero que o renovado executivo continua a ser corresponsável pelo encerramento do Posto de Saúde de S. Miguel e o não regresso dos profissionais de saúde à UF de São Facundo e Vale das Mós”.
