Foto: CMA

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), aproveitou a última reunião do executivo para denunciar a falsidade dos rumores que têm circulado sobre um alegado protocolo, realizado pela autarquia, para o acolhimento de 1.500 imigrantes no concelho.

“Tenho sido sistematicamente abordado por cidadãos que me perguntam que acordo é que a Câmara Municipal, que eu fiz, para 1.500 imigrantes, um protocolo…”, afirmou o autarca, considerando “ridículo esse tipo de abordagem”.

Valamatos disse que a informação que tem circulado é “desinformação” e “notícias absolutamente falsas. Nunca fizemos contratos nenhuns, nem assinámos contratos nenhuns, nem temos essa competência no município de fazer contratos seja com quem for, do ponto de vista de imigração”, declarou.

O autarca reiterou que “essas notícias são absolutamente falsas e não há contratos nenhuns com quem quer que seja, nem temos essas competências. Como sabem, nós não fechamos nem abrimos fronteiras no início ou no fim do nosso território e do nosso concelho. Não são competências, obviamente, do município de Abrantes”, afirmou.

ÁUDIO | Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes

O tema da presença de migrantes em Abrantes mereceu também uma intervenção do vereador Vasco Damas, do movimento ALTERNATIVAcom, que defendeu a importância da chegada destas comunidades, mas apelou a um maior controlo e partilha de informação.

“Vou perguntar como se está a processar a integração das comunidades de migrantes que se estão a instalar em Abrantes, e claro que esta pergunta não está minimamente relacionada com o esclarecimento que o senhor presidente fez no início da sua intervenção”, começou por afirmar.

O vereador sublinhou que “não temos nada contra a sua chegada, porque são essas pessoas que nos vão permitir continuar a ter relevância social e económica no médio prazo, estancando a hemorragia demográfica de 12,6% que sofremos na última década”.

ÁUDIO | Vasco Damas, vereador eleito pelo movimento ALTERNATIVAcom

No entanto, alertou para a necessidade de haver “informação rigorosa dos números e dos nomes”. Questionou ainda se “nos sentimos confortáveis com a informação que temos e se ela é suficientemente confiável”, dando como exemplo casos em que “em contratos de arrendamento, onde o agregado familiar é composto por 4 pessoas, estarem permanentemente nessa habitação cerca de 15 a 20 pessoas”.

“Temos que ter informação rigorosa e não podemos escancarar as nossas portas de maneira descontrolada”, reforçou Vasco Damas, sublinhando que a segurança dos residentes e dos recém-chegados deve ser uma prioridade. “A maior parte deles vêm por bem e reforço, são muito importantes para o nosso futuro imediato de médio e longo prazo.”

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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