Atos de vandalismo no jardim do castelo causam tristeza e revolta em Abrantes. Foto: Lucília Santos

O jardim do castelo de Abrantes foi alvo de atos de vandalismo este fim de semana, num cenário em que o lago dos peixes e patos foi esvaziado, com a consequente morte de peixes devido à falta de água, além de portas arrombadas e casas de banho partidas. A autarquia e a população não escondem a tristeza e a revolta por este rasto de destruição que teve origem em atos de vandalismo praticados por desconhecidos.

“Estes atos de puro vandalismo decorreram na noite de sexta-feira para sábado, tendo sido detetada na manhã de sábado a destruição de espaço público, o esvaziamento do lago com peixes e patos, peixes mortos, portas arrombadas, casas de banho vandalizadas…” disse hoje ao mediotejo.net Bruno Tomás, presidente da União de Freguesias de Abrantes (S. João e S. Vicente) e Alferrarede, entidade que assegura a conservação, manutenção e limpeza do Jardim do Castelo, ex-libris da cidade.

“Um cidadão que passeia habitualmente pelo castelo alertou-nos na manhã de sábado, ainda cedo e a tempo de salvarmos alguns peixes que estavam no fundo do lago, sem água, sendo que os patos estavam assustados mas vivos, dentro das casotas”, disse o autarca, que não escondeu a sua revolta pelo sucedido, a exemplo de muitas manifestações de indignação dos cidadãos nas redes sociais.

ÁUDIO | BRUNO TOMÁS, PRESIDENTE UF ABRANTES E ALFERRAREDE:

“Temos tido casos pontuais de alguns atos de vandalismo no castelo, até de roubo de loiças de casas de banho públicas, mas este foi o de maior gravidade”, notou, tendo apelado a que quem veja algum movimento estranho sinalize e alerte as autoridades para proteger um espaço que está cuidado e que é de todos nós”.

Também o presidente da Câmara Municipal de Abrantes manifestou a sua indignação e tristeza pelo sucedido, tendo afirmado que a autarquia vai “tomar providências”, em articulação com as autoridades policiais, para que atos destes não se repitam.

“Lamentamos estes atos de vandalismo, sem sentido algum, num espaço público que está cuidado e ao dispor de toda a comunidade, pelo que estes atos que prejudicam o coletivo merecem respostas” para que não se repitam, afirmou Manuel Jorge Valamatos.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Bruno Tomás, que lembrou que o investimento na recuperação dos prejuízos registados vai ser pago pelos impostos de todos, assegurou que, na segunda-feira, “lá estaremos para tratar e repor o que foi estragado” no jardim do castelo fortaleza, um dos espaços mais visitados por abrantinos e pelos turistas.

Jardim do Castelo de Abrantes. Foto: UF de Abrantes e Alferrarede

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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